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Jornal Diário de Suzano - 18/06/2024
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INSS

Fim das perícias deve aumentar tempo de espera por agendamentos

Advogada explica que as demandas, indo para outras localidades, pode afetar a espera pelos resultados das perícias

03 maio 2019 - 00h04Por Aline Moreira - de Suzano
Após a decisão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de fechar o setor de perícias médicas da Agência da Previdência Social (APS) de Suzano, o tempo de espera por um agendamento pode aumentar, uma vez que os agendamentos sofrerão com as mudanças de localidade. Quem afirma as mudanças negativas é a advogada previdenciária Luciana Moraes, que ainda destaca as dificuldades dos segurados de se deslocar às cidades vizinhas tendo em vista a baixa renda e a mobilidade reduzida dos mesmos. O tempo médio de agendamento é de 20 dias. Pode crescer para 40.
 
Luciana explica que as demandas de Suzano, indo para outras localidades, pode afetar a espera pelos agendamentos das perícias, já que estarão "competindo" com as demandas locais. "Antes, os resultados em Suzano poderiam sair no mesmo dia. Creio que o agendamento irá demorar nessas novas unidades e como consequência o tempo de espera será maior", enfatiza. 
 
Esclarecimento
 
O INSS esclarece que mais de 1,3 mil atendimentos deixarão de ser feitos, por mês, na unidade suzanense. Desde ontem, as perícias já estão sendo feitas nas APS de Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Guarulhos. Luciana conta que a distância das outras unidades será extremamente prejudicial aos segurados de Suzano, uma vez que a maioria são pessoas de baixa renda, idosos e com mobilidade reduzida.
 
"O parecer dado para que a população aceitasse a mudança foi no sentido de que Suzano é próxima as cidades citadas. Só que na prática, isso não funciona. Pessoas idosas, carentes e com mobilidade prejudicada, sofrerão sim com a distância. Muitos não vão conseguir comparecer nas outras unidades por questões econômicas e geográficas", diz. 
 
Mesmo o INSS sendo um órgão federal, Luciana explica que a Prefeitura de Suzano pode ajudar a reverter à situação solicitando ajuda aos deputados federais, que podem apresentar as demandas no Congresso Nacional e atuar em favor da cidade. 
 
Nesta quinta-feira (2), a deputada federal Kátia Sastre (PR) esteve em reunião com o secretário da Previdência, Leonardo Rolim para discutir o assunto.