sábado 24 de fevereiro de 2024Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 24/02/2024
Envie seu vídeo(11) 4745-6900
Cidades

Horário de verão divide a opinião de comerciantes em Suzano

Possível retorno do adiantamento de 1 hora nos relógios voltou a ser discutido no início da semana

15 novembro 2022 - 12h00Por Ingrid Leone - de Suzano
Os comerciantes acreditam que a possível volta do horário de verão não vai influenciar o consumo de energia. Mas deve aumentar a procura por ajustes nos relógios, consequentemente, crescimento nos lucros.
 
A discussão sobre o retorno do adiantamento dos relógios em 1 hora entre a primavera e o verão, se deu no início da semana, dia 7 de novembro, em uma enquete feita por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente da República, no seu perfil do Twitter. Lula perguntou se a população gostaria que voltasse o horário. 
 
O assunto ficou entre os mais comentados desde então e dividiu opiniões. Uma das gerentes da Ótica e Relojoaria Jorge, Mônica Totake, diz que não vê nenhuma vantagem na alteração do horário. Apesar da procura pelos ajustes nos relógios aumentarem.
 
Mônica mora na Vila Colorado, em Suzano, e comentou que talvez o adiantamento impacte na segurança do bairro. “Quando escurece ficamos até com medo”, ela comenta. 
 
As possíveis vantagens seriam a economia de energia e o estímulo às vendas do comércio.
 
A gerente geral da Alliance Joias e Relógios, em Suzano, Erica Hirotani, também disse que a volta não deve impactar os negócios. Ainda assim, ela reforça como o ambiente com alto índice de luminosidade é bem mais interessante para atrair consumidores.
 
Caso ocorra o adiantamento, o faturamento será influenciado. “Clientes com algumas dificuldades, solicitam ajustes ”, comentou Erica. 
 
HORÁRIO DE VERÃO
 
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o horário de verão tinha como principal objetivo a redução do consumo de energia elétrica e o aproveitamento da luz natural com o adiantamento dos relógios em uma hora, reduzindo a concentração de consumo entre 18 e 21 horas.
 
No governo de Jair Bolsonaro (PL), o horário foi extinto. Depois de uma série de estudos, foi registrado mudanças no hábito de consumo de energia da população. Análises do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) confirmaram que a alteração no horário não produzia mais os resultados esperados.
 
Segundo o governo federal, estudos recentes apontaram que a intensificação de compra e uso de equipamentos de condicionamento de ar, mostrou que os impactos elétricos e energéticos associados ao horário de verão estão conectados à temperatura e não somente à iluminação.
 
HISTÓRICO
 
O Ministério de Minas e Energia também explica como o horário foi instituído pelo então presidente Getúlio Vargas, através do Decreto nº20.466, de 1 de outubro de 1931, com vigência de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. Em 1933, foi revogada. Nos anos seguintes, o Brasil registrou períodos de alternância entre adoção da prática, além de alterações entre os Estados e as regiões. 

Deixe seu Comentário

Leia Também