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Jornal Diário de Suzano - 28/02/2024
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Cidades

Imigrantes escolhem torcer pela seleção brasileira em Suzano

Historiador comenta sobre a importância do futebol e como imigrantes acabam torcendo para a seleção brasileira

26 novembro 2022 - 12h00Por Ingrid Leone - de Suzano
Os imigrantes no município de Suzano são majoritariamente japoneses, libaneses, alemães e portugueses. Nacionalidades e regiões representadas na Copa do Mundo do Catar. O historiador Suami Paula de Azevedo comenta sobre a importância do futebol e como apesar das representações individuais, os imigrantes acabam torcendo para a seleção brasileira. 
 
“Os imigrantes, no geral, vêm para o Brasil, - eu tenho amigos nascidos que vieram para o País-, e todos acabam torcendo para a seleção brasileira. É por uma identificação maior com o Brasil. Os japoneses, libaneses, alemães e portugueses, eles se integraram, e se tornaram brasileiros concretamente. Isso é natural”, diz. 
 
A Copa do Mundo do Catar começou no dia 20 de novembro e segue até 18 de dezembro. Entre a lista de 32 seleções classificadas, três países têm imigrantes em Suzano, são eles Alemanha, Argentina e Japão. 
 
Apesar de imigrantes libaneses estarem presentes no município, o Líbano não foi classificado. Mas, para os árabes, a Árabia Saudita representou com a vitória em cima da Argentina que perdeu por 2 a 1, em partida válida pelo Grupo C do mundial. Nesta terça-feira (22), os gols foram marcados por Messi, no primeiro tempo, e Al-Shehri e Salem Al-Dawsari. 
 
O DS entrevistou o historiador e ele também destacou sobre a politização intensificada do esporte nos últimos anos. "O futebol tem coisas importantes. Houve uma situação de polarização política da população brasileira, e isso afetou muito o futebol nos últimos anos. A gente sentiu que houve um aumento de violência com as torcidas”, explicou Azevedo. 
 
Para o historiador houve uma polarização, uma “radicalização ideológica, não filosófica, ideológica, das pessoas se colocarem em posições rígidas”. Deu como exemplo, “eu penso dessa maneira então só chego perto de pessoas que pensam como eu”, e acrescentou, “isso não é positivo. Isso não é uma tradição brasileira”. 
 
“Quando eu era garoto, uma das coisas mais importantes era a junção. O futebol unia. Tinha a torcida do Santos, do Corinthians, mas eles se uniam. Não tinha esse choque, que nos últimos anos a gente viu”, complementa.
 
A discussão política também foi diante da escolha do país para receber a Copa. “O Catar está chamando a atenção de muita gente. As pessoas estão atentas às restrições, aos costumes. Foram proibir na véspera [da abertura oficial da Copa] bebida alcoólica”, comentou.
 
Apesar das manifestações políticas, Azevedo observa o esporte como motivo de união. “A gente pode voltar a entender o futebol, como motivo de união. Como junção”, conclui o historiador.