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Cidades

Inadimplência no comércio cresce 151% em 3 meses, aponta associação

07 maio 2017 - 08h01

O número de pessoas que tiveram o nome inserido na lista da inadimplência do comércio, de janeiro a março deste ano, teve crescimento recorde de 151,79% em relação ao mesmo período de 2016. Neste ano, 23.933 consumidores tiveram os nomes incluídos no Serviço de Proteção ao Crédito (SCPC). No primeiro trimestre do ano passado, 9.505 clientes estavam com o nome "sujo na praça". Os dados são da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano. Segundo a unidade, o levantamento é apontado pelos mil associados, em Suzano e Alto Tietê, sendo que a partir de abril do ano passado, um grupo de lojas de óticas, cuja administração de todas as lojas fica em Suzano, com filiais na região e estado, fazem inclusões, exclusões e consultas, através da ACE suzanense. Para se ter uma ideia, de acordo com a estatística, de um ano para o outro, 14.428 clientes entraram para a lista de inadimplentes, o resultado vai de encontro com a crise econômica por qual o País atravessa e pode ser vista em detalhes no balanço mensal da ACE. Conforme o levantamento, em janeiro deste ano 8.353 pessoas foram inclusas no registro de débitos, no mês seguinte, novos 9.217 consumidores tiveram o nome incluído no cadastro. Em contrapartida, em março, entraram para a lista do SCPC 6.363 clientes, totalizando 23.933 pessoas com o nome "sujo" no trimestre (veja detalhes na tabela abaixo). Por outro lado, as exclusões da lista do Serviço de Proteção ao Crédito também subiram em relação ao ano passado. Em 2016, 15.600 consumidores conseguiram quitar as respectivas dívidas. Neste ano, limparam o nome 16.441 clientes, ou seja, aumento de 5,39%. Segundo a ACE, janeiro de 2017 foi o mês aonde o maior número de pessoas conseguiu pagar os débitos. O índice de exclusão significa ainda que mesmo em meio às dificuldades financeiras, os consumidores se esforçam para quitar as dívidas, o que é positivo para os comerciantes, uma vez que com nome "limpo na praça", o consumidor pode fazer novas compras e aquecer o setor. Segundo o presidente da ACE, Neder Romanos, o aumento do número de inadimplentes está altamente relacionado à crise financeira. "Em relação à inclusão, sem dúvida nenhuma ela acontece pelo desemprego, pois se a pessoa ficou sem emprego e não tem como pagar as contas, com certeza ela entrará para a estatística", explica. "Já a exclusão demonstra o desejo de quem está empregado e quer zerar as próprias dívidas para poder gerar mais crédito. Nós não fazemos campanha sobre este assunto porque o caminho para a quitação dos débitos é a geração de emprego e isso está difícil, não só em Suzano, mas no País", completa.

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