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Cidades

Justiça e 150 policiais militares cumprem reintegração de posse

31 maio 2017 - 08h01

Sem resistência, cerca de 380 famílias foram retiradas, na manhã de ontem, dos apartamentos do conjunto habitacional Bosque das Flores, localizado no Jardim Europa, que estava ocupado desde março. A reintegração de posse foi determinada pela Justiça e contou com apoio da Polícia Militar (PM). Participaram da ação 150 policiais e aproximadamente 25 viaturas, entre eles do 32º Batalhão da Polícia Militar Metropolitana (BPM/M) e da Tropa de Choque, além de oficiais de Justiça, representantes da Caixa Econômica Federal (CEF) e órgãos da Prefeitura. A construção faz parte dos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. A reintegração aconteceu pacificamente. A operação teve início às 6 horas e por volta das 9h30, quase todas as famílias já tinham deixado os empreendimentos. Mais de 20 caminhões, contratados pela Cury Construtora, responsável pelo conjunto, realizavam a mudança dos móveis dos ocupantes. De acordo com o major Figueiredo, também supervisor da operação, mesmo as famílias estando muito abalada com a situação, ninguém entrou em confronto com a PM. "Apoiamos o cumprimento da Justiça. Não teve resistência e saída deles foi tranquila. Apenas algumas situações adversas que tivemos de tomar atitudes junto a órgãos municipais", explicou. Foram encontradas crianças abandonadas e, imediatamente, foram atendidas pelo Conselho Tutelar. Além disso, havia animais como cães e gatos na mesma condição. A Zoonoses foi acionada para tomar as devida providências. Em clima de muita tensão e tristeza, os moradores lamentaram a saída do conjunto. Esse é o caso da roceira Adriana Maria da Silva. Ela contou que ficará na casa do filho provisoriamente, que fica no bairro Parque Novo Mundo. "Morava sozinha e era muito feliz com o apartamento. Todas as pessoas sentiam o mesmo. Agora, a preocupação é não conseguir um lugar para morar mais, pois hoje em dia as condições estão difíceis", lamentou. Outro que teve de deixar um dos empreendimentos foi o motoboy Éderson Oliveira Pedroz, que chorou com um de seus cachorros no colo diante da situação. "Voltar a ser humilhado não é fácil. Sou cadastrado no programa habitacional, mas nunca fui contemplado. Não tenho para onde ir. Agora eu e minha família vamos viver em casa de favor". A vendedora Vitória do Nascimento, que morava com o pai e a mãe no conjunto, afirmou que tem esperança de um dia voltar ao apartamento. "Acredito que voltaremos em breve. Muita tristeza passar por isso. Por enquanto, vou morar em barraco", emocionou. A segurança do conjunto começou a ser realizada pela CEF desde ontem. Mais de 15 seguranças eram vistos no local.

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