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Jornal Diário de Suzano - 14/04/2024
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Cidades

Justiça nega recurso e reintegração do Bosque das Flores acontece hoje

30 maio 2017 - 08h01

Cerca de 380 famílias afirmam que vão resistir hoje a reintegração de posse do conjunto habitacional Bosque das Flores, localizado no Jardim Europa. O início da ação está marcado para as 6 horas. A Justiça negou ontem o pedido dos ocupantes para ficar no local. No final do dia, mais de 100 ocupantes se reuniram em frente à Prefeitura Municipal para esperar a resposta da Cury Construtora, responsável pelos empreendimentos. Segundo eles, a empresa recebeu uma proposta do prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) para que realizasse os 3% de término da obra com as famílias no local. Isso porque o trabalho que resta ser feito no conjunto, como implantação de canos de esgoto, é fora dos apartamentos. Na decisão dada ontem, a Justiça indeferiu o mandado de segurança . “Oficie-se às Secretarias municipais e ao Conselho Tutelar dando notícia a respeito da reintegração. O mesmo deverá ocorrer em relação ao Samu”, diz a decisão. Até ontem de manhã, poucas famílias tinham saído do conjunto. Outras tiraram apenas os imóveis e pertences de difícil retirada. Já as famílias que decidiram permanecer nos empreendimentos afirmaram que vão resistir à reintegração de posse. Esse é o caso da dona de casa Vanda Maria Alves. Ela comentou que viu veículos de mudanças, mas que ela mesma ficará de qualquer forma. "Moro com meu esposo e meu neto, se nos tiramos daqui, ficaremos na rua e não devemos ser tratados assim. Percebi que famílias já saíram, mas a maioria ficará porque querem melhor qualidade de vida", ressaltou. Segundo a doméstica e líder das famílias, Cássia França Silva, eles apenas sairão do local, caso a Prefeitura destine, imediatamente moradias a eles. "Não queremos sair, pois eles querem terminar as obras do conjunto que são fora dos empreendimentos, então não precisa tirar as famílias dos apartamentos. Só vamos sair se entrarmos em um acordo com a Prefeitura", argumentou. Outro ocupante que afirmou que resistirá é a dona de casa Maiane Reis. Ela está grávida e disse que não tem para onde ir. "É difícil procurar outro lugar para morar. Estou com um bebê na barriga e preciso de um lar adequado para dormir e acordar bem. Depois que vim para cá, minha vida tornou-se outra, com muita felicidade", enfatizou. Já a atendente Érica Medeiros, que teve o barraco queimado e em seguida, chegou ao conjunto, descartou voltar para área de risco. "Consegui um apartamento e foi a melhor coisa da minha vida. Aqui temos tudo e não sofremos perigo de desabar ou queimar o barraco. Vamos lutar até o final para ficarmos", explicou. PREFEITURA A Prefeitura informou que dará o apoio costumeiro oferecido neste tipo de ação: o acompanhamento é feito por equipes da Diretoria de Habitação, vinculada à Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação e da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, assim como o apoio de equipes da Guarda Civil Municipal (GCM), da Secretaria de Segurança Cidadã. “Tudo para que a ação transcorra de forma pacífica”.