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Massacre

Mesmo com chuvas, homenagens em frente à Escola Raul Brasil continuam

Com dia chuvoso, movimento registrado ontem foi tranquilo em relação ao número de visitantes em frente à escola

21 março 2019 - 23h58Por Dennis Maciel - Suzano
Mesmo com chuvas, as homenagens em frente à Escola Raul Brasil continuaram na manhã desta quinta-feira (21). 
 
Os arredores da escola que se tornaram um local de luto e contemplação amanheceram com menor movimento. Mesmo sob a chuva, alguns moradores depositaram suas homenagens no local.
 
O dia foi marcado por um clima chuvoso, durante a manhã as temperaturas chegaram a marcar 17ºC. Nos muros da escola, cartazes e faixas encharcadas era um reflexo da chuva na madrugada. Visitantes reorganizavam as flores caídas no chão e colavam novos cartazes nos muros.
 
Do lado de dentro, funcionários trabalhavam no processo de revitalização. As paredes continuam a receber novas camadas de tinta, novas mesas e cadeiras também chegam ao local, tudo com o objetivo de repaginar a escola para acolher os alunos. A Secretaria de Educação ainda não divulgou a data de volta às aulas no colégio.
 
Em frente à escola, alguns visitantes prestavam as homenagens mesmo sob chuva. Para o ex-funcionário da escola, João Damasceno, de 68 anos, a tragédia acabou deixando marcas que nunca serão apagadas. "Eu trabalhei na Raul Brasil por muito tempo. Era amigo das duas funcionárias que faleceram, vim prestar a minha homenagem a elas. Espero que esta escola se reerga e que os alunos se unam para superar este episódio", conta.
 
Algumas pessoas, que vieram prestar solidariedade às vitimas, são de outras regiões e até mesmo de outros estados. Este é o caso do pedreiro, Alberto dos Santos Mendes, que veio de Londrina, Paraná, para prestar homenagem às vítimas do massacre. Alberto veio para a cidade assim que ficou sabendo do atentado.
 
"Quando vi a notícia na televisão resolvi vir para Suzano e prestar apoio às famílias e alunos. Cheguei no mesmo dia do atentado e ficarei por aqui enquanto for preciso. Já comecei a notar que o número de pessoas a visitarem o local diminuiu, espero que o caso não caia no esquecimento", afirma.
 
O ajudante geral Julio César conta que visita a escola todos os dias para fazer orações. Ele morava perto dos dois atiradores e disse que não suspeitava dos rapazes. "Os dois atiradores moravam perto de mim, eles eram muito reclusos, mas não chegavam a ter nenhum comportamento suspeito. Acredito que a falta de apoio por parte da família agravou a situação mental dos garotos. Rezo pelas vítimas e espero que tragédias como esta nunca voltem a acontecer", finaliza. 

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