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Jornal Diário de Suzano - 18/06/2024
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Cidades

Moradores do Miguel Badra reclamam do aumento do volume do Rio Tietê

Quantidade de água de esgoto que fica em uma lagoa às margens da Avenida Miguel Badra, na região do bairro Miguel Badra, aumentou e invadiu quase toda a área de vegetação que ficava dos dois lados da via

24 abril 2019 - 10h22Por Daniel Marques - de Suzano
O aumento da vazão da Represa de Taiaçupeba, anunciada no final de fevereiro pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), aliado às fortes chuvas na região, fez o nível do Rio Tietê subir. 
 
Com isso, a quantidade de água de esgoto que fica em uma lagoa às margens da Avenida Miguel Badra, na região do bairro Miguel Badra, aumentou e invadiu quase toda a área de vegetação que ficava dos dois lados da via.
 
Ali, moradores afirmam sofrer com mau cheiro, que ficou próximo às casas no local. Alguns até reclamam que a água sobe durante as fortes chuvas, invadindo os fundos de algumas residências.
 
É o caso de Maria de Lourdes, 45, que trabalha como comerciante. Ela conta que a água demora muito para abaixar. "Sou cozinheira aqui, trabalho com comida. É difícil com essa água quase invadindo os fundos da nossa casa, e para abaixar, foram necessários três dias seguidos de tempo seco", conta.
 
Marina Bastos, 56, é diarista. Ela diz que a água sobe muito durante as chuvas, e invade a parte dos fundos de sua residência. Marina cria galinhas no local. "Tive que aterrar para que a água não entrasse em casa. Agora ela vem até o portão dos fundos. É difícil, porque não sabemos o que pode acontecer".
 
Com o nível do Rio Tietê subindo, animais e pragas urbanas começaram a aparecer com maior frequência no local. Aricheli Alves, 26, é dona de casa. Ela conta que tem medo da quantidade de cobras que começaram a entrar em casa nos últimos dias, e teme pela segurança dos filhos. "Em um só dia nós encontramos quatro cobras. Temos crianças e temos que ficar muito mais atentos. Pode acontecer algo perigoso com elas", contou.
 
PERIGO DE COBRAS E PRAGAS
 
Além do perigo com cobras e pragas urbanas invadindo as casas, outra reclamação é o cheiro que se estabeleceu no local. Wgleisson Vidal, 23, trabalha em uma borracharia as margens da Avenida Miguel Badra. Ele conta que é difícil ficar no local. "O cheiro é insuportável, principalmente no calor quando a água está secando. É difícil ver alguém da Sabesp por aqui", afirma.
 
SABESP
 
A Sabesp informou que alagamentos causados pelo transbordamento de águas do rio, enchentes ou problema de drenagem urbana não são de responsabilidade da Companhia. Destaca ainda que as redes de esgoto da Sabesp no local estão operando normalmente.