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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2017
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Moradores reclamam de vizinho acumulador de lixo na Vila Paiva

14 JUL 2015 - 08h01

Os moradores da Rua Orlando Portela, no bairro Vila Paiva, reclamam do acúmulo de lixo do imóvel de um dos vizinhos. Segundo os moradores, os entulhos vêm sendo amontoados na residência por cerca de 20 anos. Montanhas de sucatas, caixas de papelão, garrafas, além de fogão velho podem ser encontrados dentro e fora da casa. O senhor de cerca de 60 anos, proprietário da casa, mora sozinho e, segundo informações, tem dormido no lado de fora por não conseguir ter acesso ao interior do próprio imóvel.

O funcionário público Marcel Pereira da Silva relatou que o vizinho sofre com o distúrbio comportamental intitulado como Síndrome de Diógenes. Pessoas com essa síndrome são popularmente chamadas de "colecionadores de lixo" e, na maioria das vezes, juntam itens insalubres, objetos descartados como lixo e que atraem insetos e roedores. "São entulhos de mais de duas décadas. Ele não recicla, não vende e não utiliza. Ele sai, olha os lixos e leva tudo para casa".

Os vizinhos ainda disseram que precisam lidar com os mosquitos e ratos que surgem da sujeira do imóvel. Ressaltam ainda que seis pessoas contraíram dengue na rua, e suspeitam que o foco esteja na casa do acumulador. "Seis pessoas pegaram dengue na rua. Ele não é louco só tem um transtorno e precisa de ajuda. A situação já virou caso de saúde pública", disse a promotora de eventos Anna Kishi. Os moradores informaram que já fizeram reclamações para a Ouvidoria, Defesa Civil, Vigilância Sanitária e na rede de atenção à saúde mental de Suzano. "Falam que vão ligar de volta, mas nada é feito. Ele precisa receber o tratamento que merece e é preciso que as autoridades competentes retirem os entulhos".

Outra moradora relatou ainda que o vizinho não deixa que ninguém chegar perto dos seus objetos. "Ele fica bravo e não adianta falar com ele quando o assunto é o lixo. Estamos ficando preocupados, vemos ratos enormes correndo pelas ruas e entrando nas casas e ainda tem a questão da dengue. Precisamos de uma solução urgente", acrescentou a dona de casa Therezinha Bernardo dos Santos.

Quando questionado sobre os entulhos, o morador, sem deixar que ninguém se aproximar do seu quintal, diz estar ciente que a situação é ruim, mas que precisa resolver isso aos poucos. "Até eu tenho medo de entrar. Vou procurar um jeito de melhorar. Está ruim mesmo. Vou conversar com a minha família e tomar uma atitude, mas não quero que tirem as minhas coisas. Eu já comecei a tirar o mato e sempre tiro a água parada".

A Prefeitura informou que uma equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) esteve no local para poder verificar a situação e tentar convencer o morador a dormir no serviço de acolhimento da Prefeitura, já que a situação do local é precária e não oferece o mínimo de condições. Após essa primeira ação, o Departamento de Vigilância Sanitária será acionado para realizar a limpeza do local. Caso haja resistência do morador, o Judiciário será acionado para que a retirada do entulho possa ser feita, bem como o tratamento de saúde do morador.

"Vamos acompanhar toda a situação e o caso deste senhor. Tentaremos localizar os parentes e verificaremos se há um histórico médico de tratamento mental para dar o melhor encaminhamento médico a ele", relatou o educador social Ricardo Carneiro, que esteve no local na tarde de ontem.

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