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Cidades

Motoristas sentem dificuldade com sistema eletrônico da Zona Azul

Apesar da substituição gradativa do material, muitos ainda não são adeptos do aplicativo (app)

29 agosto 2017 - 10h55Por Marília Campos - De Suzano
Os motoristas suzanenses ainda têm dificuldades com o uso do bilhete eletrônico empregado para a cobrança da Zona Azul na região central da cidade. Os talões com tíquetes de papel serão oficialmente retirados de circulação no próximo dia 11 de setembro. Apesar da substituição gradativa do material, muitos ainda não são adeptos do aplicativo (app) e reclamam das autuações sofridas desde a implantação do novo modelo.
 
Há quase seis meses os bilhetes eletrônicos foram adotados. Eles são gerados a partir do app Estacionamento Fácil, para a cobrança dos usuários do estacionamento rotativo. Durante este período de transição, a venda de talões e tíquetes avulsos de papel ainda acontece nos estabelecimentos autorizados e pelos fiscais do serviço na rua, que passaram a atender as duas modalidades. Contudo, a predileção na forma de pagamento vai acabar no próximo mês. A partir do dia 11, a cobrança será efetuada exclusivamente por meio eletrônico.
 
O modelo visa tornar mais eficiente o trabalho dos fiscais e oferecer maior opção de compra e regularização dos bilhetes. Porém, a população ainda prefere os tíquetes de papel. A técnica em enfermagem Neli Cristina da Silva não baixou o dispositivo. "Só vou buscar (o app) quando for realmente obrigatório. Mas e os idosos que não tem acesso ao conhecimento de tecnologia?", indaga. 
 
Para adquirir o bilhete, Neli esperou o fiscal por mais de 10 minutos. "Tem que esperar dentro do carro, porque é virar as costas que eles aparecem para notificar. Tomei uma multa assim e achei um absurdo, pelas condições das nossas ruas esburacadas e a falta de segurança", disse. "Para mim, o essencial seria implantar o sistema de parquímetros, como acontece em Mogi. É um jeito fácil, que não depende de fiscais para comprar o tíquete", completa. 
 
Uma situação parecida foi vivenciada pela podóloga Érica Oliveira dos Santos. "Meu marido saiu em busca de bilhetes e eu fiquei parada ao lado do carro, esperando por um fiscal que aparecesse. O fiscal realmente surgiu, saindo de uma lanchonete, com a multa em mãos. Foi um dia estressante", contou. "Estamos perdidos (com o modelo adotado). Não uso dados móveis no celular e nem sempre tem sinal para internet".
 
O motorista Wilson Nascimento também falou sobre os problemas com o estacionamento. "Peguei duas multas porque, nas duas vezes, fiquei esperando o fiscal por 30 minutos para comprar o bilhete e ninguém apareceu. Decidi resolver meus assuntos em cinco minutos e quando retornei já tinha uma multa. Acho que deveria ter mais agentes nas ruas". 
 
A retirada dos talões de circulação desagradou o repositor José Almir dos Santos. "Isso vai prejudicar bastante, porque eu só uso os bilhetes de papel". O aposentado João Lopes conta que não usa celular, por isso também não conhece o aplicativo. "Acho que não vai dar certo parar de vender os tíquetes de papel. Deveriam manter as duas versões, para quem usa celular e para quem prefere papel. Tem que ser um serviço acessível a todos", finaliza. 
 
Resposta
 
A Prefeitura de Suzano informou que está ciente do problema e está trabalhando em conjunto com as partes envolvidas para a resolução dos problemas. "A administração municipal pede perdão à população pelo inconveniente decorrido, uma vez que o sistema recém-implantado tem como objetivo dar maior transparência e facilidade para motoristas e para o sistema de estacionamento rotativo do município", explicou em nota. 

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