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Jornal Diário de Suzano - 20/04/2024
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Cidades

Ocupantes deixam prejuízo de R$ 2 milhões em empreendimentos

30 abril 2017 - 08h00

Os ocupantes dos condomínios Solar das Hortênsias e Solar das Oliveiras, no Jardim Fernandes, deixaram prejuízo avaliado em R$ 2 milhões, após a desocupação realizada na última terça-feira. Os 440 apartamentos, destinados ao programa federal Minha Casa, Minha Vida foram totalmente depredados. As reformas deverão ser concluídas em cinco meses. A informação foi confirmada pela MRV, empresa que é responsável pela construção dos apartamentos em parceria com a União. Um cenário de depredação foi instaurado nos condomínios. Os ocupantes destruíram totalmente os empreendimentos que estavam prestes a ser concluídos e seriam entregues em janeiro deste ano. A tubulação de gás, postes de luz, janelas, portas, pias, vasos sanitários, azulejos, gesso do teto e telhas foram furtados ou depredados. Além disso, um apartamento também foi incendiado, comprometendo assim a estrutura da moradia. O lixo e o mau cheiro tomam conta do espaço, é possível observar o abandono de entulhos, colchões, móveis e restos de comidas. De acordo com o diretor da MRV Construtora, Sérgio Paulo Amaral dos Anjos, os R$ 2 milhões destinados às reformas equivalem à construção de 26 novos apartamentos. O valor corresponde a 9% do custo total dos empreendimentos. "É uma grande indignação, bastante chato e triste falar disso. São dois empreendimentos da 'Faixa 1', construídos como empreitada com a Caixa Econômica e direcionados às famílias de baixa renda, por meio da Prefeitura. São 440 famílias que, infelizmente, terão que esperar". O diretor explica que foram três meses de atraso na conclusão das obras por conta da ocupação. Após a total depredação do espaço, a construtora pretende realizar as reformas em cinco meses. "R$ 2 milhões é o que a gente estima neste levantamento. Até concluir a última unidade serão cinco meses. É um processo bloco a bloco. Em 45 dias esperamos ter as primeiras unidades prontas". Depois do término das obras, os apartamentos serão repassados à Caixa a fim de que, junto à Prefeitura, as famílias beneficiadas recebam a moradia. "Quanto mais rápido acontecer as entregas, menor é o risco de novas invasões", ressalta Anjos. Os empreendimentos foram custeados com verbas do governo federal e estadual, sendo R$ 76 mil do primeiro e mais R$ 20 mil oriundos do Estado para cada apartamento. "É um valor de R$ 96 mil por unidade. Sempre contamos com a segurança, mas na ocupação não quisemos confronto com mais de 300 famílias que chegaram. Esta é uma obra com intuito social, não é obra comercial para ser vendida. É para ser entregue a quem precisa, junto com a Caixa e a Prefeitura. Tudo isso poderia ser entregue antes. A questão principal é a indignação e a gente sabe que isso pode acontecer novamente".