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Jornal Diário de Suzano - 22/10/2017
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Para Apeoesp, dados sobre agressão também atingem Suzano

Estudo também indica a incidência de discriminação e agressão física. Dados também refletem em Suzano

Por Marília Campos - De Suzano08 OUT 2017 - 13h22
Ana Lúcia ”Em Suzano não é diferente”Foto: Arquivo/DS
Uma pesquisa recente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) apontou que 44% dos educadores da rede estadual já sofreram agressão verbal dentro das escolas. Além disso, o estudo também indica a incidência de discriminação e agressão física. Para a coordenadora da sub-sede sindical em Suzano, Ana Lúcia Ferreira, os dados também refletem em Suzano.
 
A dirigente destaca que não há levantamentos dos casos no município, uma vez que a pesquisa foi amplamente analisada, levando em consideração mais de 150 cidades do Estado. Contudo, Ana Lúcia afirma que a situação em Suzano não é diferente. "A gente vê diversos casos de violência verbal, acontece a todo o momento. Não tem como eu ter parâmetros exatos, mas Suzano está dentro da regra. Não foge do que foi apontado pelo estudo", disse.
 
A pesquisa executada pelo Instituto Locomotiva, a pedido da Apeoesp, entrevistou 702 professores, dos quais ao menos 308 relataram a agressão verbal. Outros 63 funcionários já foram discriminados, o que representa 9%. Além disso, 56 sofreram bullying (8%), 42 foram roubados ou furtados (6%) e 35 agredidos fisicamente (5%). "Não acho que apenas 44% dos entrevistados sofreram agressão verbal porque a grande parte dos casos não é comunicada, talvez por medo ou vergonha. Eu digo medo da reação dos alunos, por parte da direção da instituição, ou do próprio governo que proíbe as escolas de divulgar isso. O governo não quer que seja falado".
 
Em resposta aos dados apontados, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a ampliação do programa de mediação de conflitos. "A secretaria desmentiu a pesquisa dizendo que há um (professor) mediador para as unidades. O que esse mediador será capaz de fazer nas escolas?", indaga a coordenadora. "Não pode ficar um professor para mediar todos os casos que ocorrem em uma escola".
 
Ana ressalta que a violência se faz presente não apenas entre alunos e professores, mas entre os próprios estudantes e também na porta da instituição. "A violência vem de fora para dentro, a escola apenas reflete o que acontece na sociedade. Para combater, eu acho que é necessário maior investimento na educação, nas áreas sociais, lazer na periferia, cultura nas escolas, a discussão de gênero, a causa LGBT e o debate contra o racismo devem estar presentes nas unidades de ensino. Há uma onda de intolerância que toma conta do país. A educação necessita ser a real prioridade por parte dos governos, não só nas promessas", finalizou. 

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