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Jornal Diário de Suzano - 26/05/2024
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Cidades

Reestruturação e banco digital desativam agências bancárias

Entre os cinco municípios, somente uma unidade física do Santander e uma do Bradesco foram desativadas

22 janeiro 2023 - 10h00Por Ingrid Leone - de Suzano
Pelo menos duas agências bancárias de Mogi das Cruzes e Suzano fecharam as portas, depois de reestruturação no setor e implementação do banco digital. Entre as unidades, 15 pessoas foram desligadas. 
 
A secretária de imprensa do Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes, Suzano e Região, Josueli Keler de Almeida, informou que de janeiro de 2022 até o momento houve fechamento de duas agências na base da associação. 
 
Além das duas cidades, o sindicato também atende Poá, Biritiba e Salesópolis. Entre os cinco municípios, somente uma unidade física do Santander e uma do Bradesco foram desativadas.
 
Nas agências, o sindicato identificou 15 desligamentos. “Não podemos confirmar qual foi o motivo específico de cada um”, disse Josueli. Apesar de não ter uma razão registrada, há uma possibilidade da migração para os aplicativos ser uma das causas. 
 
Em entrevista ao DS, a secretária destacou a "reestruturação e o banco digital” como o possível cenário dos fechamentos e desligamentos nesses últimos 12 meses. 
 
AGÊNCIAS EM SP
 
Recentemente, conforme reportagem do Jornal O Estado de S. Paulo, depois de um movimento que fechou 7% das agências bancárias do País nos últimos dois anos, capitaneado por BB e Bradesco, as instituições financeiras estão lançando mão de uma nova estratégia em um momento em que o atendimento presencial perde espaço para os meios digitais.
 
De olho na visibilidade de suas marcas, os bancos agora optam por reduzir o tamanho dos pontos de atendimento. Para ocupar o espaço ocioso, vale trazer novos serviços – como espaços de coworking – e até instalar um café onde antes ficavam caixas eletrônicos.
 
A redução das agências – seja em número absoluto ou pela diminuição do espaço ocupado por cada uma delas – é uma forma de os bancos reduzirem custos com aluguel ou liberarem imóveis próprios para venda. Recentemente o BB anunciou o leilão de 26 propriedades onde antes funcionavam agências.
 
O Bradesco, por seu turno, já reduziu à metade duas agências na Avenida Paulista – uma cedeu parte de sua área ao espaço cultural Japan House e outra, a uma loja da rede americana Starbucks.
 
Após essas duas experiências, o Bradesco está preparando um estudo para identificar outros espaços que possam ser locados a terceiros. No Itaú, a tendência de redução de espaços também é clara, diz o executivo Tadeu Sassi.
 
Atualmente, nos planos do banco, uma agência padrão precisa de 250 a 300 metros quadrados de área. Há cinco anos, o espaço projetado variava de 1 mil a 1,5 mil metros quadrados. Ele descarta, porém, um processo significativo de encerramentos: “A agência vai continuar no mesmo local, só que menor.”

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