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Jornal Diário de Suzano - 21/04/2024
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Cidades

Região central possui 156 estabelecimentos fechados

Comerciantes relatam a queda no movimento e atribuem crise financeira como principal fator para a desistência

20 agosto 2017 - 12h59Por Marília Campos - De Suzano
A região central de Suzano possui cerca de 156 estabelecimentos fechados. A reportagem do DS percorreu as principais ruas do centro comercial e contabilizou os imóveis para alugar. Comerciantes relatam a queda no movimento e atribuem a crise financeira como principal fator para a desistência dos lojistas suzanenses. 
 
A Rua General Francisco Glicério, principal via comercial da cidade, é o endereço com mais imóveis vazios. A reportagem contabilizou 56 espaços para alugar. O foco dos estabelecimentos fechados está concentrado na região superior da rua, após o entroncamento com a Rua Regina Cabalau Mendonça, entre os números 2.000 e 3.180. Na localidade existem pelo menos 32 construções vagas. 
 
Já na Rua Benjamin Constant, o número de imóveis disponíveis chega a 47. Entre as lojas atuantes, os espaços vazios se estendem por toda a via. O endereço é seguido pela Avenida Antonio Marquês Figueira, com 25 imóveis na situação descrita. Na Rua Baruel, existem ao menos 16 estabelecimentos fechados e na Rua Felício de Camargo são 12 locais desativados. 
 
Para a maioria dos comerciantes, a crise financeira tem contribuído para o encerramento de atividades. De acordo com o gerente da loja Esportes Só Calças, Anderson Lourenço, a clientela fiel ajuda manter o negócio. "O movimento caiu por conta da situação econômica, o desemprego, e acho que as coisas só vão piorar. Não vejo perspectiva de melhora tão cedo. Mas esta condição não acontece só em Suzano, está em todos os lugares. A loja aqui existe há quase 40 anos e já temos uma clientela fixa. Estabelecimentos mais recentes sofrem para se estabelecer".
 
Há pouco mais de um mês a Mega Loja SP inaugurou uma unidade no município. O gerente Jerônimo Lima de Souza expõe as primeiras impressões que teve do comércio suzanense. "Para a venda de instrumentos musicais, a cidade me surpreendeu bastante com a procura, por se tratar de um nicho específico. O imóvel alugado estava fechado há um ano e apostamos na visibilidade do negócio e propaganda intensiva. Sabemos das dificuldades e aos poucos conquistamos os clientes". 
 
Especificamente na Rua Benjamin Constant, os lojistas atribuem a queda de movimento à retirada do acesso da antiga passarela da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). "O movimento diminuiu quando retiraram a passarela, porque o fluxo de gente caiu drasticamente. Isso ainda juntou com o caos econômico e político no país", disse o gerente David Tanusady, responsável pela Sayama, fornecedora de equipamentos industriais. 

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