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Jornal Diário de Suzano - 10/12/2017
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Região tem déficit de 500 vagas de hemodiálise, aponta levantamento

Setor tem posicionamento desfavorável do Estado em relação à ampliação, que depende agora do Ministério

Por Pâmela Queiróz - De Suzano24 SET 2017 - 08h10
Falta de correção nos repasses pode ocasionar fechamento de institutoFoto: Sabrina Silva/Divulgação
Estudos apontam que a região tem um déficit que varia entre 470 e 500 de vagas de hemodiálise. A solução para o problema que afeta milhares de pacientes estaria na ampliação dos serviços de nefrologia. O levantamento foi feito pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), e pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat). Segundo o deputado estadual, Luiz Carlos Gondim (SD), membro da comissão da Assembléia, mesmo com posicionamento desfavorável do Estado em relação à ampliação do setor, que depende agora do Ministério da Saúde, ele continuará na luta para conseguir mais recursos e leitos para o Alto Tietê. "Existem estudos que demonstram um déficit de 470 vagas na região. Levantamentos feitos pelo Condemat demonstram que a demanda chega a 500 vagas", completa. 
 
Conforme já divulgado pelo DS, a falta de correção nos repasses feitos pelo Ministério da Saúde ao Instituto de Nefrologia de Suzano e Mogi das Cruzes pode levar ao fechamento da unidade suzanense. De 2010 a 2017, a pasta deu 23,4% de reajuste ao setor, enquanto a inflação subiu 53,29%. Segundo a direção das clínicas, os gastos para manter a qualidade do serviço não acompanham o montante enviado pela União.
 
Para se ter uma ideia, em junho, a unidade de Suzano atendia 251 pessoas, enquanto Mogi contava com 301 pacientes. A média de atendimento varia mensalmente, isso porque há realização de transplantes de rins, recuperação do órgão ou falecimentos. Porém, o repasse da União é de R$ 194 por paciente, mas a sessão de diálise custa ao Instituto R$ 278. O valor reposto pelas unidades pode parecer irrisório, R$ 84 por paciente, mas os prejuízos são grandes quando se compara ao número de sessões, cerca de 13 por mês. 
 
Atendimento
 
As duas unidades juntas atendem a maior parte dos pacientes que sofrem de doença renal no Alto Tietê, a única diferença entre elas, é que Mogi atende também consultas particulares. O Instituto de Nefrologia é privado, mas atende o Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de convênio. Com medo de perder o atendimento, em julho, os pacientes de ambas as unidades fizeram um abaixo-assinado. O documento recebeu mais de 11 mil assinaturas, mas até o momento a situação dos institutos continua a mesma.
 
 
Estado
Em nota a Secretaria de Estado da Saúde reiterou que a ampliação e oferta de serviços da saúde, como vagas para hemodiálise, depende diretamente de aumento de teto financeiro feito pelo Ministério da Saúde ao Estado. "É importante deixar claro que a assistência pelo SUS é assegurada a todos os pacientes. Atualmente, cerca de 75% dos dialíticos do Alto Tietê são atendidos na própria região, em serviços como o setor de hemodiálise do Hospital Santa Marcelina de Itaquá, inaugurado em 2015, que realiza mais de 1,6 mil sessões mensalmente".

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