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Cidades

‘Sinal fraco’ de internet obriga a prorrogação da Zona Azul de papel em Suzano

Ambas as ferramentas serão oferecidas aos motoristas até que todos os pontos cegos de internet sejam corrigidos

07 setembro 2017 - 09h01Por Pâmela Queiróz - De Suzano
Os suzanenses, que ainda não se adaptaram ao novo serviço de estacionamento rotativo, a Zona Azul digital, implantada há quase seis meses na cidade, terão um período maior para se acostumar ao sistema, isso porque os antigos talões de papel, previstos para saírem de circulação na próxima segunda, continuarão a ser comercializados por tempo indeterminado. Ambas as ferramentas serão oferecidas aos motoristas até que todos os pontos cegos de internet, da região central, sejam corrigidos pela administração.
 
De acordo com a Secretaria de Transportes Urbanos, o prazo de validade dos talões existentes (previsto para ser encerrado no domingo - 10) foi prorrogado por tempo indeterminado, uma vez que o quadrilátero central possui pontos invisíveis de internet, o que dificulta os usuários do sistema digital a acessar o aplicativo móvel. Atualmente, ainda segundo a pasta, 29 mil suzanenses estão inscritos no aplicativo Estacionamento Fácil.
 
A região central de Suzano conta com 1.688 vagas de estacionamento rotativo, cada folha do talão custa R$ 1,50, sendo que a maioria das vagas correspondem a 1 hora, e as mais afastadas do centro, a 2 horas. Entre outros motivos para a prorrogação da emissão dos talões de papel está a dificuldade dos usuários em relação ao uso do aplicativo e as autuações sofridas desde a implantação do novo modelo.
 
Ontem, a reportagem foi às ruas centrais e os usuários ainda se queixam do novo sistema. O aposentado Gutembergue Sobrinho conta que ele teve problemas para acessar o aplicativo. "Tive um AVC e tenho dificuldades para falar, prefiro o talão em papel, que posso comprar e usar quando preciso, já que não me adaptei ao sistema digital. Além disso, é muito difícil encontrar as fiscais na rua para vender o ticket", comenta.
 
Para o corretor de imóveis, Francisco Heleno, que também tem dificuldades em encontrar as fiscais, manter os dois sistemas é uma boa alternativa. "Eu prefiro o talão, às vezes o celular não funciona, trava, perco a conexão com a internet. O papel é mais fácil, consigo comprar um talão e usar quando preciso. Também devemos pensar nos visitantes, que chegam aqui e não sabem como funciona este serviço", destaca.
 
Indignado com ambos os sistemas, o vendedor Rogério Saladino, conta que na semana passada esperou por uma fiscal por 35 minutos. "Nem sempre temos internet para comprar o ticket no aplicativo. Por falta de fiscais já nos atrasamos e perdemos compromissos, o talão ainda é a melhor opção, pois podemos comprar e guardar, mas desaprovo os dois métodos".

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