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Jornal Diário de Suzano - 22/10/2017
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Falência

Sindicato fala sobre leilão da Gyotoku e estima que 700 funcionários precisam receber

Entidade aguarda além da conclusão do procedimento, uma rápida execução da Justiça

Por Pâmela Queiróz - De Suzano13 SET 2017 - 23h00
Área da Gyotoku vai a leilão até esta sexta-feira (15)Foto: Bruna Nascimento/Divulgação
A conclusão do leilão do parque fabril, da Cerâmica Gyotoku, confirmado na terça-feira (12), pela Deloitte Brasil-Auditoria e Consultoria Empresarial, também é esperado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário de Mogi, Suzano e Região, que aguarda além da conclusão do procedimento, uma rápida execução da Justiça. Cerca de 700 funcionários precisam receber.
 
O presidente da entidade, Josemar Bernardes André, comentou nesta quarta-feira (13) que a Gyotoku também deve quitar dívidas com credores, uma vez que ela comprava de diferentes fornecedores. "Devem ser uns 500 credores, só o número de trabalhadores passa de 700. O que podemos pedir, pelo menos, que sejam quitados os créditos trabalhistas. Mas neste caso, que corre na Justiça, ninguém, nem os advogados pode fazer algo. Só podemos ter paciência e esperar que o dinheiro seja liberado o quanto antes ou parte dele", detalha.
 
Ele explicou que nem sempre o leilão significa a resolução imediata para o pagamento dos trabalhadores. André teme que em Suzano ocorra o mesmo que em Itaquaquecetuba, onde uma empresa que foi a leilão teve o dinheiro recebido congelado pela Justiça e há mais de 10 anos os ex-funcionários esperam receber os direitos trabalhistas.
 
"Esperamos que não aconteça aqui o que houve em Itaquá. Esperamos que o leilão aconteça e seja repassado um valor adequado. O mínimo de R$ 47 milhões (valor mínimo a ser pago pela fábrica e terreno) é suficiente para quitar as dívidas trabalhistas, mas é um valor baixo em vista da área e maquinário", completa.
 
LEILÃO
Os imóveis, móveis e materiais produzidos pela cerâmica vão a leilão na sexta-feira. O valor inicial dos lotes varia entre R$ 4 e R$ 47 milhões. O objetivo do leilão é levantar fundos para pagar os credores e ex-funcionários da empresa. Para se ter uma ideia, o imóvel sede da empresa, avaliado aproximadamente em R$ 61 milhões terá lance inicial de aproximadamente R$ 36 milhões. 
 
Além disso, também estão à venda vários bens móveis, incluindo máquinas, caminhões, veículos, porcelanatos e outros itens, tudo com lances a partir de 60% do valor de avaliação.
 
Existe ainda a possibilidade de compra englobada do imóvel com todos os ativos móveis incluídos, também com 40% de desconto, cujo lance inicial é de aproximadamente R$ 47 milhões. Todos os lances já podem ser realizados por meio do portal Superbid (www.superbid.net), plataforma online de leilões, presente em cinco países da América Latina. 
 
A Deloitte Brasil-Auditoria e Consultoria Empresarial, empresa que administra a massa falida, informou ontem ao DS que "em razão de compromissos de confidencialidade e ética profissional, a Deloitte não comenta a respeito de seus clientes ou de empresas do mercado".

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