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Cidades

Suzanense escapa de terremoto de 7,1 graus e relata terror vivido no México

Estudante de designer de modas realiza intercâmbio no país. Este foi o segundo tremor sentido em uma semana

20 setembro 2017 - 14h01Por Marília Campos - De Suzano
A suzanense Bianca Lumy Maruyama Osako, de 20 anos, relatou os momentos de terror vividos durante o terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a Cidade do México, na tarde de terça-feira (19). A estudante de designer de modas realiza intercâmbio no país há oito meses e este foi o segundo tremor sentido em uma semana. 
 
O terremoto, que afetou a capital mexicana, foi uma das experiências mais tenebrosas vivenciadas pela suzanense nos últimos meses. Este é o segundo sismo em uma semana, quando um tremor de magnitude 8 atingiu o país deixando 96 mortos. Durante o abalo de terça, pelo menos 100 vítimas fatais foram contabilizadas. A data ainda relembra o 32º aniversário de outro grande cataclismo que matou milhares de mexicanos em 1985. 
 
"O clima na rua está super esquisito. Tem uns mercadinhos e as pessoas estão indo comprar água basicamente. Inclusive eu também comprei tudo que vou precisar em casa", disse Bianca em entrevista ao DS horas depois do acontecimento. A estudante vive na região sul da Cidade do México, cerca de 45 minutos da área central onde a situação foi crítica."Do meu quarto vejo uma estação de trem, que geralmente é movimentada, mas agora está deserta. Só vejo um monte de helicópteros e barulho alto de sirene de ambulância, sem parar".
 
A destruição foi assistida por colegas da brasileira que logo passaram a compartilhar fotos e vídeos do caos. "No centro da cidade, no centro histórico, caiu um monte de prédio porque as construções antigas não são preparadas para a situação. Os mexicanos estão acostumados com terremotos, sempre ocorrem sismos nas fronteiras com a Califórnia, nos Estados Unidos, e com a Guatemala", disse. "Me assustei porque em 20 anos no Brasil nunca senti isso. Há uma semana o terremoto aqui foi em movimento horizontal, mas desta vez fez como ondas, em trepidação".
 
No momento do tremor, a estudante tirava uma soneca quando foi despertada pela movimentação. "Eu cai no chão porque estava muito forte, desci do quarto e a proprietária da casa estava na rua. Ninguém me avisou, ninguém sabia que eu estava em casa dormindo. Fui a última a sair na rua", conta. 
As principais dificuldades são enfrentadas pelas famílias da região central, que utilizam o Facebook para buscar ajuda e solicitar mantimentos. "Toda vez que isso acontece, a primeira coisa é acabar a energia. Estamos sem luz e internet". 
 
As imagens enviadas à redação mostram rachaduras imensas no terminal 2 do Aeroporto Internacional Benito Juárez, destruição na área central e no bairro La Condesa, região badalada da Cidade do México. Além de explosões na Avenida de Los Insurgentes, uma das principais vias de acesso da localidade. 

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