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Cidades

Suzanense Mathilde completa 107 anos

07 setembro 2017 - 20h01Por Lucas Lima - De Suzano
Viver 107 anos. São poucos que conseguem alcançar essa meta. Em Suzano, a moradora do bairro Parque Suzano há 39 anos, Mathilde Máximo Coelho, comemorou essa marca no último dia 30. Familiares afirmaram que essa longevidade se deve a felicidade que ela tem até hoje, além da alimentação saudável e prática de atividades que auxiliaram durante toda a história de vida dela. O DS tentou falar com ela, mas em razão da idade, Mathilde tem dificuldades para se expressar.
 
Elogiada sempre pelos dotes culinários, considerada a melhor vizinha pela alegria que contagia as pessoas, além de ser admirada pela força de vontade, ela nasceu em Descalvado, município localizado na Região Centro-Leste de São Paulo. Foi na cidade que viveu até aos 32 anos, quando conheceu, se casou e resolveu mudar de cidade com o falecido marido José Marco Coelho. Eles seguiram para Palmital, que fica a 415 quilômetros da Capital. No município, o casal teve cinco filhos: Maria Helena, Neide, Luiz Carlos, Maria Juvenil e Neusa. 
 
Depois de alguns anos, Mathilde decidiu ir junto com a família acompanhar as irmãs, que eram professoras e iam dar aula na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Suzano foi a primeira cidade em que ela pensou em se instalar. Em 1978 comprou um terreno, onde mora até hoje. Com o parentesco crescendo na cidade, atualmente, ela é avó de sete netos e tem 19 bisnetos.
 
Na cidade suzanense ela teve muitas alegrias. Segundo a família, é lembrado até hoje nos momentos de bem-estar dela, além de lembrar do pai, Francisco José, que ainda é chamado diariamente de "Papi", como se estivesse presente para lhe confortar. "Eles tinham uma relação muito boa, por isso ela não para de falar nele o tempo todo. Pode ser nas horas mais felizes ou de medo, que Mathilde o chama", explicou uma das netas dela.
 
Mathilde viveu lúcida até os 100 anos. Para se ter ideia, até os 86 anos, ela praticava natação. Mas quando completou um século e seis meses, a suzanense acabou indo para o hospital por causa de uma pneumonia. Depois que saiu da unidade de saúde, voltou mais quieta, mas com o mesmo propósito de vida: ser feliz e alegrar a todos que estão em sua volta. 
 
Hoje, ela anda com ajuda de uma cuidadora e de familiares. Também brinca frequentemente com uma bisneta, que nasceu há seis meses e mora na mesma casa. Ela passeia também no entorno da escola - próxima a sua casa - para tomar sol. A principal hora do dia de Mathilde é o café da tarde, quando costuma tomar com uma das filhas, netas e bisnetas. 

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