Envie seu vídeo(11) 97569-1373
Sintonize nossa Rádio101.5 FMClique e ouça ao vivo
Domingo 22 de Outubro de 2017

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 22/10/2017
mrv

Suzanenses transformam suas casas em abrigos para cães e gatos abandonados

Ambas cuidam de gatos e cachorros recolhidos na própria casa, a fim de zelar pela segurança dos animais

Por Marília Campos - De Suzano24 SET 2017 - 13h05
Cães em gatos são cuidados em lares temporários de suzanensesFoto: Bruna Nascimento/Divulgação
O amor ao bichinho de estimação pode tomar proporções inimagináveis para algumas pessoas, como as suzanenses Roberta Pezzuol e Tania Aparecida Martins Mansano de Abreu. Ambas cuidam de gatos e cachorros recolhidos na própria casa, a fim de zelar pela segurança dos animais até que encontrem um novo lar de adoção. O trabalho voluntário precisa de doações de recursos para se manter.
 
Roberta participa do grupo 'Protetores de Animais de Suzano' com aproximadamente mais 20 voluntários espalhados por toda a região. Os integrantes disponibilizam as próprias casas para servir de lar temporário aos animais resgatados. "Há quase cinco anos a gente cuida e leva os bichinhos às feiras de adoção aos finais de semana. Já foram 2.818 adoções realizadas deste então. Atualmente, estamos fixos na Casa de Ração Pronto VET todos os sábados, a partir das 10 horas. O local de adoção fica na Avenida Mogi das Cruzes, 111, no Jardim Imperador", diz. 
 
A voluntária conta que os animais são castrados quando atingem quatro meses de vida, para evitar crias e o aumento da população de bichos abandonados na cidade. Porém, o procedimento custa, em média, R$ 100. "A castração de um cachorro pesando 10 quilos sai no mínimo por R$ 80. Para custear isso precisamos de doações, seja em dinheiro ou prendas para rifas. Ainda contamos com parceria em clínicas veterinárias, mas ainda assim é difícil manter". 
 
Hoje, Roberta tem apenas cinco animais em sua residência. Ela explica que recentemente precisou interromper os acolhimentos para se dedicar à conquista de parcerias. 
 
"Cada um tem uma missão na Terra, e a minha é cuidar de animais. Faço por amor. Devido a muitos pedidos, há três meses solicitei a ajuda da Prefeitura, mas ninguém pode dar nada. Este intervalo que tive que parar só prejudicou o número de animais precisando de abrigo. Tenho que andar com as minha próprias pernas". 
 
A dona de casa Tania Aparecida diz que a vocação pelo cuidado surgiu pelo exemplo materno. A mãe, dona Febronia, já acolhia os bichinhos em uma chácara. Porém, após seu falecimento, a família teve que vender a propriedade. A filha então passou a abrigar os animais na própria residência, no bairro Casa Branca, e atualmente cuida de 21 gatos e 15 cães. "Já participei de organizações, mas hoje eu faço tudo sozinha. Acabo pedindo ajuda para amigos protetores e sou parceira do Projeto Adote Suzano (PAS) para manter meu quintal. Já cheguei a ter quase 50 animais, entre gatos e cachorros, quando atendia como lar temporário". 
 
Tania cuida sozinha dos animais durante todo o dia, conta apenas com o apoio de Josefa, uma senhora que vive na mesma casa. 
 
"As pessoas querem adotar filhotes bonzinhos e saudáveis, então a gente costuma doar castrados e vacinados até dois anos. São uma eterna criança e é preciso ter paciência para cuidar, só quem ama mesmo". 
 
A maior dificuldade é encontrar um lar para os animais mais velhos. "Já tive casos de doar vira-lata velho, bichinho que ninguém quer. E é o que mais aparece quando as pessoas jogam animal na frente de casa. Por isso evito divulgar meu acolhimento, porque assim ainda mais pessoas vão se desfazer dos bichos". 

Leia Também

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias