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Jornal Diário de Suzano - 25/02/2024
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Cidades

Suzano perde título de 'cidade das farmácias' com fechamento recorde

Na Rua Francisco Glicério houve desativação de duas unidades de farmácia. Por toda cidade número é maior

05 março 2023 - 08h00Por Guynever Maropo - Da Reportagem Local

O fechamento de farmácias e drogarias, sobretudo na região central de Suzano, chama atenção de comerciantes e consumidores.

O DS fez levantamento e descobriu, ao menos, cinco estabelecimentos fechados recentemente.
Com isso, Suzano, apesar de nunca ter sido oficialmente considerada “cidade das farmácias”, apenas na classificação popular do consumidor, vai perdendo esse título.

De acordo com a Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano, nos últimos anos houve um aumento expressivo desses comércios gerando bastante concorrência nesse segmento. Na Rua Francisco Glicério houve o fechamento de duas unidades de farmácia. Sendo uma da Ultrafarma, próximo a loja Torra Torra. Segundo vizinhos da unidade, o estabelecimento foi fechado por conta do aluguel caro do ponto comercial. 

Outra unidade que encerrou as atividades foi a Bifarma no cruzamento da Rua Glicério com a Rua Felício de Camargo. Nas portas da unidade há diversas placas apontando que o imóvel está disponível novamente para ser alugado. 

Uma unidade próxima a Bifarma também encerrou as atividades neste ano. A Farmácia Popular, em frente à Matriz São Sebastião, passava por reforma no final do ano passado e neste início do ano não chegaram a concluir as obras e encerraram o empreendimento. 

Para a ACE todo fechamento de um empreendimento causa algum impacto seja em arrecadação para o município ou na geração de empregos. No caso das farmácias, é apontado como o fator principal a ampla concorrência. 

“Ao abrir um empreendimento devemos analisar diversos fatores como demanda existente, local de abertura, estudos econômicos e de viabilidade. Hoje existem várias ferramentas e consultorias específicas neste sentido”, apontou o presidente Rodrigo Guarizo.

Em relação ao valor de aluguel, o presidente explica que pelo planejamento empresarial, se o valor tiver sido considerado corretamente nos custos do comércio ou empresa não deve impactar a operação comercial.

O que pode acontecer é o valor do aluguel tornar a operação mais cara. “Causa uma inflação e aumento no valor dos produtos que acabam sendo repassados ao consumidor, além de que o volume e faturamento deve ser compatível para que isso não acabe onerando demais as despesas e gerando prejuízos”, afirmou.

Porém levam em conta que o mercado é dinâmico e enquanto uma empresa encerra as atividades outras iniciam. No último ano, segundo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o município teve um superávit de mais de 2700 empregos. 

O presidente orienta a todos que decidem empreender a conhecer as regras econômicas e estratégias de mercado para que a empresa tenha sucesso e longevidade. “Deve-se procurar sempre entidades ligadas ao empreendedorismo e comércio para se cercar de informações e treinamentos, assim o empresário constrói uma base mais sólida e aumenta as chances de sucesso”. 

A ACE faz parceria com o Sebrae para oferecer atendimento a empresas estabelecidas e as pessoas que desejam abrir um novo negócio.
 

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