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Cidades

Suzano perde três empresas metalúrgicas em 30 meses

02 junho 2019 - 15h00Por Daniel Marques - de Suzano
A cidade de Suzano conta com 133 empresas do setor metalúrgico atualmente, sendo 7 delas empresas de médio ou grande porte, e outras 126, que são consideradas micro ou pequenas empresas. O número representa uma queda, justificada pela crise que já atinge o setor na cidade.
 
De 2017 para cá, o município abriu 4 unidades, porém 7 fecharam. Isso representa o fechamento de 3 empresas, com uma média de uma empresa fechando a cada 10 meses. Alguns setores como serralheria e oficinas mecânicas englobam micro e pequenas empresas, enquanto fabricantes de peças são consideradas médias e grandes empresas do setor.
 
Além disso, a cidade conta com cerca de 4.000 funcionários trabalhando nessas empresas, com salários girando em torno de R$ 1.800,00.
 
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano, Pedro Alves Benites, esse número de funcionários é quatro vezes menor do que há 20 anos atrás. Ele credita a crise no setor à falta de confiança e propostas do novo governo.
 
"Ninguém quer investir, o setor está crítico. O novo governo só faz trapalhadas, nem mesmo as pessoas que estão lá dentro acreditam umas nas outras. Eles não têm propostas alguma na área", disse.
 
Segundo ele, o setor de veículos precisa funcionar bem para ajudar o setor metalúrgico que, em sua maioria, trata de produção de autopeças. Pedro defende a redução nos impostos dos veículos para que esse crescimento aconteça. "As fabricantes precisam produzir mais carros para que o setor metalúrgico produza mais peças para esses carros. Se o setor de veículos não estiver quente, isso prejudica também o nosso setor", enfatizou.
 
"É necessária uma redução nos impostos para que as pessoas possam comprar mais veículos. Uma fabricante da Ford está para fechar, e outras empresas discutem essa possibilidade. O setor metalúrgico é o nosso carro chefe, mas as fábricas precisam ir bem. Uma puxa a outra", concluiu.

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