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Jornal Diário de Suzano - 18/06/2024
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Tribunal de Contas do Estado

TCE aponta 50 falhas em hospitais e postos de saúde; unidades não tem alvará de incêndio

Auto de Vistoria dos Bombeiros (AVCB) foi o principal apontamento do órgão

07 julho 2019 - 17h00Por Marcus Pontes - de Suzano
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) listou mais de 50 apontamentos negativos nos hospitais, unidades básicas de saúde (UBS's), pronto atendimentos (UPA's) e pronto-socorros (PS's) no Alto Tietê. Os problemas vão desde a falta do Auto de Vistoria dos Bombeiros (AVCB) a situação de higiene adequada nos banheiros públicos. A fiscalização surpresa foi realizada dia 25 de junho, em nove unidades de saúde da região. 
 
O relatório completo dos alvos da fiscalização foi divulgado esta semana. Segundo TCE-SP, o Hospital Regional Doutor Osíris Florindo Coelho apresentou o maior número de apontamentos negativos. Fiscais do órgão enumeraram déficit de profissionais, como médico pediatra, banheiros com mau cheiro e/ou problemas, falta de atendimento preferencial e cordial, além da demora, equipamentos novos desativados ou aguardando conserto e manutenção, além da falta do AVCB e controle de qualidade da água. 
 
Quase uma semana depois da fiscalização, o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira, anunciou que o hospital passará por obras de modernização e adequação para ofertar novos serviços à região. O anúncio também apresentou o retorno do setor de psiquiatria e pediatria. Serão investidos cerca de R$ 7,9 milhões na reforma. 
 
Em Itaquaquecetuba, os agentes vistoriaram três unidades de saúde. Foram a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), do Jardim Flamboyant, Centro de Saúde 24 horas e o Hospital Santa Marcelina. Todos não têm o AVCB. O CS 24 HORAS foi o detentor do maior número de apontamentos, como falta de acessibilidade, atendimento e banheiros precários, lotação, local e tempo de espera impróprios. 
 
O Hospital Doutor Guido Guida, em Poá, foi a única unidade vistoriada pelos agentes do órgão estadual. Lá, foi constatado problemas com o atendimento, como organização, além das condições da sala de espera. Para se ter ideia, os fiscais verificaram que a demanda é de 800 atendimentos diários, sendo que os pacientes precisam aguardar em um local sem ventilador, tampouco espaço físico que comporte o número de pessoas. Além disso, as condições dos banheiros (masculino e feminino) eram inadequadas. O local também não tem AVCB.
 
Mogi das Cruzes teve dois alvos fiscalizados: Hospital de Brás Cubas e a Unidade de Pronto-Atendimento Curasi Alves de Andrade. Novamente, ambas estavam com o AVCB vencido, tendo uma delas até sido alertada pelo Corpo de Bombeiros. O TCE-SP também identificou que o hospital estava com o laudo da Vigilância Sanitária vencido há nove meses. Além disso, um médico estava trabalhando por 24 horas ininterruptas. 
 
O Pronto-Socorro (PS) e o Pronto Atendimento de Palmeiras, em Suzano, foram verificados. Ambos foram encontrados apontamentos negativos, mas estes sobre o local para espera no atendimento e a falta do AVCB.