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Jornal Diário de Suzano - 22/10/2017
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Estados Unidos

Turistas de Suzano enumeram as dificuldades após furacão nos EUA

Mayara Fuentes Naufel está grávida de cinco meses e foi a Orlando com o marido para comprar o enxoval do bebê

Por Marília Campos - De Suzano17 SET 2017 - 15h12
Supermercados ficaram com prateleiras vaziasFoto: Divulgação
A passagem do furacão Irma, no sudeste norte americano, pegou de surpresa o casal suzanense Mayara Fuentes Naufel e Daniel Naufel, que realizava compras em Orlando, no estado da Flórida. Dias após o furacão, ela conta que presenciou cenas de tumulto e escassez de produtos nas prateleiras do comércio local. O ferrazense João Paulo Santasofia mora nos EUA há 18 anos e também relatou a experiência. O fenômeno arrasou parte da América Central e causou 38 mortes no Caribe, 10 em Cuba e 6 nos Estados Unidos (EUA). Além de derrubar casas e árvores, 8 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica e inundações tomaram Miami.
 
Mayara está grávida de cinco meses e foi a Orlando com o marido para comprar o enxoval do bebê. Porém, o casal foi surpreendido pela passagem do furacão no último fim de semana, quando já se preparavam para retornar ao Brasil. A viagem de volta, a princípio, estava programada o último dia 9, à noite, partindo de Miami. "Logo pela manhã (dia 7) recebemos uma mensagem da Latam (empresa aérea) cancelando o voo por conta do furacão. A gente voltou ao hotel (em Orlando) para encontrar outro voo na internet e começamos a acompanhar os noticiários. Vimos que, de fato, o furacão viria no final de semana e que era mais sério do que a gente imaginava".
 
(Casal fazia compras, quando furacão atingiu o País Foto: Divulgação)
O segundo embarque estava agendado para sair no dia 11, mas também foi desmarcado. A viagem de volta ao país aconteceu apenas na sexta-feira. O dia que antecedeu a passagem do fenômeno foi marcado por tumultos no hotel lotado. Isso porque em Miami todas as hospedagens fecharam e as pessoas buscaram abrigo em Orlando. Um casal de amigos de Mayara saiu da cidade litorânea e encarou um trânsito de quase 7 horas, além da das filas imensas nos postos de combustíveis.
 
"O governo da Flórida liberou todos os pedágios. Aqueles que não puderam sair da cidade (Miami) ou pagar outras acomodações, acabaram indo para abrigos. No hotel (em Orlando) não parava de chegar gente, deu a capacidade total. Na sexta-feira (dia 8), fomos ao supermercado e soubemos que tudo estaria fechado no sábado (dia 9)", disse.
 
"Muita fila no supermercado, prateleiras vazias na parte de água, pães e macarrão instantâneo. Tudo vazio e as pessoas estavam desesperadas por água. No sábado (9), a gente ficou aqui (no hotel), não tinha nada aberto e quando foi escurecendo começou a chover".
 
Segundo Mayara, o clima estava agradável nos últimos dias, mas o tempo virou no dia 9. "Começou a ficar cinza, chover e ventar bastante. Conforme foi entardecendo, foi ficando pior. Na madrugada (de sábado para domingo), durante o horário que passou, realmente ventou muito e a gente percebeu o barulho na janela, foi desesperador esse barulho. As janelas aqui são fortes, preparadas para esse tipo de coisa. A gente via as árvores e placas balançando, isso me deixou bastante assustada. No meio da madrugada acabou a energia". 
 
No dia seguinte, o grupo foi orientado a deixar o local. "O hotel simplesmente não tinha como manter a gente no escuro quando anoitecesse. Foi outro transtorno sair em busca de um novo hotel, não foi fácil encontrar porque estava tudo cheio. Na rua tinha muita árvore caída, comércios destelhados e paredes destruídas. Mas isso foi muito pouco em comparação aos danos causados nas cidades vizinhas. Miami acabou inundada. Foi assustador para a gente que não conhece. Eles (americanos) são mais acostumados". 
 
O árbitro de vôlei João Paulo Santasofia deixou o Alto Tietê em 1993 para viver na Flórida, onde mora em um resort bem estruturado em Orlando e se diz acostumado com os fenômenos naturais desta época do ano. "Algumas árvores caíram ao piso, mas sem maiores consequências. O que acontece é que depois que passa a tempestade, fica muita sujeira de folhagens e lixos, mas em poucos dias tudo está limpo e organizado. Aqui em casa estávamos em 12 pessoas. Ficamos bem protegidos e bem preparados com farta alimentação e água. Não tivemos problemas com a falta de energia elétrica e tão pouco com água".

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