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Jornal Diário de Suzano - 18/06/2024
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Após ataque

Vítimas da Raul Brasil passam por perícias para elaboração de laudos

Cerca de 10 alunos feridos na tragédia foram atendidos nesta quinta-feira (11) no CS-II

11 abril 2019 - 23h58Por Aline Moreira - de Suzano
Os alunos lesionados na tragédia da Escola Estadual Escola Estadual Profº Raul Brasil foram atendidos nesta quinta-feira (11) no Centro de Saúde (CS-II) Alberto Nunes Martins, no Jardim Paulista. Ao todo, 10 estudantes passaram por avaliações físicas e psicológicas para a elaboração do laudo médico, que servirá para instrumentalizar o processo administrativo para o pagamento da indenização. 
 
Os atendimentos foram feitos pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc), órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania, em parceria com a Defensoria Pública do Estado, que cumpre o papel de assessorar as vítimas da tragédia. 
 
De acordo com a Secretaria de Justiça, uma equipe multidisciplinar, formada por nove médicos (sendo uma psiquiátrica), um psicólogo e uma assistente pessoal, estiveram das 10h30 às 17h30 no local para produzir os laudos que mostrarão a avaliação integral do dano pessoal sofrido por cada vítima. A previsão é que os laudos sejam concluídos em até 15 dias.
 
O superintendente do Imesc, João Gandini, esteve acompanhando as avaliações assim como a defensora pública do Estado, Ana Carolina Schwan. Ana enfatizou que o papel da defensoria é de prestar auxilio jurídico as vítimas lesionadas. "A defensoria também tem uma expertise na questão da realização de acordos extrajudiciais. Por esse motivo fomos convidados a cuidar dos atendimentos das vitimas, fora que a defensoria é um direito de todo cidadão", enfatiza. A respeito dos laudos médicos, Ana explica que foi iniciativa da própria defensoria de realizar as perícias médicas em Suzano, para evitar o deslocamento das vítimas feridas até São Paulo. "O laudo vai poder dizer se a lesão sofrida foi leve, média ou grave. Esse documento vai servir para subsidiar o valor da indenização. Cada caso está sendo tratado individualmente, assim como os valores", explica. 
 
Ana também afirma que caso a família não aceite o valor de indenização proposto pelo Estado, eles poderão contar com a ajuda da defensoria para ingressar na decisão judicial. 
 
CRAVI
 
O psicólogo presente nos atendimentos pertence ao Centro de Referência e Apoio a Vítima (CRAVI), da Secretaria de Justiça. "Desde o dia do ataque, o CRAVI atua junto às famílias das vítimas e às pessoas atingidas pela tragédia, como alunos, professores e funcionários da Escola Raul Brasil, prestando assistência psicológica e social", afirma a pasta. 
 
Desde o dia 15 de março, um psicólogo e um assistente social estão prestando atendimentos na própria escola, além de prestar atendimentos domiciliares. Na última terça-feira, ficou definido pelo Estado que uma sede do CRAVI será instalado em Suzano. O trabalho incluirá a capacitação das equipes de psicólogos e assistentes sociais para o atendimento especializado necessário.