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Suami Paula de Azevedo

Templo

16 julho 2022 - 08h00 Por Gabriely Machado
Templo

Há muitos anos sigo na minha vida sabendo que apenderei, sempre, a cada passo mais adiante que eu siga. Ante tudo o que vivemos em nosso País, a cada dia mais, coloco-me a disposição para poder fazer algo que alguém tenha deixado de fazer. Nem todos se dão conta do que podemos ter de viver. Não temos porquê nos recusarmos a nada. Temos, sim, de estarmos abertos ao aprendizado, o conhecimento sempre se expande a nossa frente. Não nos recusemos.
Há umas tantas décadas aprendi que temos de nos colocarmos disponíveis ao que devemos mesmo fazer. E fui me dando conta de que, nem porque nos recusemos poderemos deixar de fazer o que o Universo nos ilumina como responsabilidade.
Ante tal aprendizado escrevi um poema que repasso agora, aqui.
“Templo”
“todo homem é um templo/ erguido toque a toque/ sobre a pedra bruta”//
“o afagar do tempo/ faz-nos crescer/ no encontro justo/ das mãos que se unem/ laborando o granito/ até tornar-se polido/ até tornar-se perfeito”
Um poema sempre nos traz de uma forma simbólica, dizendo de um modo diferente, o que vamos entendendo verso a verso. Será que somos, cada um de nós, uma forma sagrada? Ou nem isso estamos conseguindo ver? Será que ainda precisamos de mais tempo para podermos nos identificarmos como tal? E assim, será que ainda podemos nos permitir a sermos bons exemplos aos demais? Será que percebemos que precisamos nos unirmos aos outros? Que o resultado da nossa união pode se fazer o melhor e produzir aquilo que precisamos, o Bem?
Sei que somos frágeis também. E nos metemos, e nos perdemos, em erros. Quantas vezes ouvimos palavras ininteligíveis, mas que nos envolvem e nos deixamos levar por caminhos trágicos que só abrem alamedas de dor, a nós, aos nossos, a tantos mais. E, por tantas e tantas vezes nos recusamos a reconhecer nossas negativas escolhas.
Queria repassar uma mensagem positiva. Se pudesse repassaria um doce perfume que transpirasse de cada palavra a levar a visualizar o positivo a nossa frente. Sei que não estou sozinho. Nunca estamos. E tanto podemos contribuir.
Nessa visão lhes trago mais um poema.
“Guia”
“você que nem sabe/ quem sabe me guia/ quem sabe protege/ por vezes tristes me intimida/ o solitário menino dos becos da noite/ que me vejo grisalho/ de tantas guerras antigas/ outras tantas infindas/ deixa-me por um instante/ prenhe assim de inúteis esperanças/ para perseguir essa tal jornada/ que distraída se faz a minha lida”.
Sei que ensinando se aprende. Temos, de fato, muito a descobrir. Sei também que isso não é coisa assim tão fácil. 
Nem sempre nos liberamos a nós mesmos para irmos adiante. Quem sabe devemos também nos colocarmos disponíveis ao conhecimento. Sei que só a idade não nos é suficiente. Com os anos nem todos conseguimos enxergar os sinais que se nos expõem. Mas será que todos nós lemos tudo o que dizem as nossas experiências?
Vou me dispondo. E você?