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Jornal Diário de Suzano - 12/05/2026
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Coluna

As mães

12 maio 2026 - 05h00

Como é controversa essa data em que se comemora o Dia das Mães...
Quando somos crianças não entendemos direito porque um dia especial, pois, para nós elas são tudo, nos carregam em seu ventre por longos nove meses suportando dores e incômodos, nos abrigam em seus braços quando sentimos frio ou temos medo, nos alimentam, nos cuidam com carinho e, enquanto crescemos parece que esse amor que nutre por nós só aumenta.
A natureza se encarrega de nos fazer crescer, mesmo sem nosso consentimento e, quando percebemos já estamos tomando nossas próprias decisões que muitas vezes contrariam os desejos de nossas mães.
Passamos a seguir nossos caminhos, devagar vamos abandonando o ninho que nos acolheu e cuidou e da mesma maneira vamos nos distanciando daquela que nos concebeu e criou.
Amigos surgem e com eles a vida fica cheia de alegria e programas e nos deixamos levar, afinal a mocidade é para ser vivida intensamente e isso é seguido independente da geração.
Nesse caminhar encontramos o amor e decidimos partilhar a vida, constituir nossa própria família, tal qual nossos pais fizeram um dia.
A mãe que jamais nos esquece continua nos protegendo com suas orações, desejando que sejamos felizes e aguardando nossa visita com ansiedade, preparando com carinho comidinhas que um dia nos deram muito prazer e que agora nos trazem felizes lembranças.
Constituímos um lar e com amor aguardamos a chegada dos filhos que sonhamos ter e, é com o nascimento deles que passamos de fato entender o verdadeiro significado da palavra amor e compreender esse sentimento tão intenso, capaz de aceitar decisões mesmo que contrárias aos nossos princípios, tolerar ausências, perdoar esquecimentos e palavras mais ásperas. Amor materno é incomparável, supera qualquer sentimento por mais profundo e sincero que seja, dolorida e até mesmo abandonada mãe sempre tem uma boa desculpa para a atitude dos filhos, compreende e tolera ausência, sem deixar de pedir proteção divina para aqueles que gerou e, continua preocupada se eles estão bem, se estão alimentados, aquecidos e seguros, independentemente da idade que tenham. De repente, completamente adultos e cercados de compromissos e afazeres desejamos novamente ser crianças, buscar nos momentos difíceis o aconchego daquele abraço que parecia resolver tudo, então redescobrimos o amor materno e se ainda vida ela tiver procuramos nos reaproximar, retribuir tudo que dela recebemos, ansiamos pelos finais de semana em que o almoço preparado com carinho nos aguarda, as reuniões se tornam mais frequentes e o sentido da palavra família ganha intensidade.
Felizes aqueles que conseguem abraçar suas mães mesmo adultos e sentirem que para elas seremos sempre as crianças que deram seus primeiros passos sob seus olhares atentos e amorosos, e as lembranças serão de momentos de alegria e felicidade. Entretanto, por vezes acordamos tardiamente e ela não faz mais parte desta vida, restaram só as lembranças, então uma saudade dolorida e frequente se instala em nosso coração, fazendo as lágrimas rolarem pela nossa face, desejosos de ter mais um tempo com elas, pois, mesmo ausentes continuam sendo nosso alicerce, nosso apoio e a mão que nos ampara. Que todos possamos ter entendimento para nunca abandonarmos nossas mães, sermos presentes em suas vidas como elas foram nas nossas.