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Jornal Diário de Suzano - 16/06/2026
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Coluna

Convivências difíceis

16 junho 2026 - 05h00

Viver em sociedade significa conviver com pessoas diferentes, culturas diversas, diferentes tipos de educação familiar.
Certamente não é fácil, cada um tem uma maneira de pensar e agir e a adaptação é sempre necessária, para que todos possamos conviver em paz na sociedade.
No trabalho cada pessoa tem um modo de pensar e nos adaptamos as regras da empresa, ao seu sistema e com isso conseguimos unir nossas mãos em benefício do progresso e da boa convivência entre todos os trabalhadores e lógico lucrarmos com essa união de ideias.
Na escola seguimos a ordem da direção que estipula a maneira como ali vamos conviver durante o tempo de estudo e sendo a determinação para todos não questionamos, obedecemos e seguimos em busca da nossa efetiva diplomação, que abre portas para nosso progresso profissional e nos torna mais competitivos e eficientes.
A vida segue e com ela fazemos novas amizades, por vezes com pessoas totalmente diferentes de nós, outras são como irmãos criados na mesma casa, nos assemelhamos no modo de vestir, de falar, de pensar, de agir e mesmo que não nos vejamos rotineiramente sabemos que podemos contar com essas pessoas, pois, nos entendem como se tivéssemos passado uma existência toda juntos.
Entretanto, as maiores dificuldades de convivência encontramos com aquelas pessoas que nasceram dos mesmos pais, vivenciaram as mesmas experiências no lar que os criou, receberam o mesmo tipo de educação e informação, foram preparados para a vida da mesma maneira e com o mesmo carinho e atenção.
Por vezes até acreditamos que as diferenças maiores são as físicas, alguns se parecem mais com o pai outros com a mãe, mas durante a convivência no lar, onde todos comemos o mesmo pão como dizem os antigos, sequer notamos isso e nossos pais, sempre presentes também não permitem discussões e brigas tolas e desnecessárias, deixando claro que somos irmãos e entre irmãos não deve haver desavenças...
Elas vão se tornando mais claras e explicitas com o passar do tempo, quando vamos nos tornando adultos e acreditamos que somos senhores das nossas verdades e, cada um tenta impor sua maneira de pensar e agir sobre o outro, muitas vezes de maneira prepotente, autoritária ou usando de subterfúgios sob alegação de males de saúde que os afligem, de dificuldades que enfrentam com sua vida pessoal.
Saímos todos da mesma casa onde a criação se deu com esmero, sem distinção, enfrentando alegrias e dificuldades igualmente e, falo isso pensando nas criações mais antigas, onde poucas famílias sofriam com a separação dos pais, que apesar dos percalços e dos desentendimentos seguiam juntos.
Atualmente a família sofre muitas transformações na criação dos filhos e a convivência pode ser ou não facilitada com essas mudanças de critério de cada casal e, talvez isso facilite a convivência de modo geral, situação que aprendemos a entender devagar, pois, podemos considerá-las muito novas ainda.
Essas dificuldades na convivência resultam em desentendimentos sérios entre familiares que chegam a vias de fato por não concordarem com alguma situação que os envolvem e não conseguem discutir como adultos pensantes e inteligentes, partindo para violência verbal ou física com muita facilidade, violência que se estende para a família por eles criadas, que resulta muitas vezes em agressões aos filhos e companheiras e até mesmo em feminicídios,
por falta de um bom diálogo, de buscar alternativas para que o desentendimento tenha solução pacífica...
Ainda temos muito a aprender para caminhar para a perfeição da convivência em sociedade e em família...