sábado 26 de setembro de 2026Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 26/09/2026
Envie seu vídeo(11) 4745-6900
Coluna

A Primavera que vem

26 setembro 2026 - 05h00

A Primavera sempre nos encanta. Mesmo que demore a se aproximar. Chega sempre bem devagar, pouco a pouco, até assumir o seu lugar. Ela mostra o equilíbrio e também mostra como moderar. Se não for invadida, ela se mostrará com o seu jeito de ser e de estar. Também sei que podemos afetá-la de modo negativo, alterando o seu jeito de seguir sobre nós. E apanhamos muito ao assim errarmos. Mas podemos sempre atentarmos mais sobre o nosso caminho.
Convido a pensar. Por que por vezes nos deixamos levar pelo Inverno? Desatenção ou mesmo erro? Vejo que pelo mundo também anda-se sofrendo as baixas temperaturas, tanto quanto as muito altas, que nos atacam a vida, nossos sonhos futuros, nossas perspectivas. Não é coisa só do nosso recanto. Mas, gente, por que o radicalismo? Precisamos disso?
Já vivi pelo mundo? Já passei invernos fortes e tristes? Já sofri em minha vida? Sim! Não cheguei aos oitenta anos de vida gratuitamente. Os tempos por vezes nos abatem. Nem sempre nos brilha o sol adiante. Por vezes as nuvens nos escurecem a visão. Isso não significa que devemos desistir de buscar a esperança. Desistir é padecer sem lutar. Temos o nosso caminho a seguir.
Nunca estamos sozinhos. Muitas das vezes somos mesmo exemplos aos demais. E podemos indicar caminhos floridos. Não nos cabe desestabilizar.
Há períodos pelos quais passamos que podem nos deixar alquebrados, claro. Vivi os meus ainda na juventude. Mas não me larguei. Persisti em busca do melhor para mim e para os demais. A minha Poesia, narrou certos caminhos. Como este adiante: “Quase Ileso”
“vivi a juventude dita nos sonhos perdida/ fugi disfarçando o meu peito/ como antes já disse/ nem tanto incólume/ daqueles mais sorrateiros abraços/ e após nas ambições dos mais matreiros//
não me acabaram nem as tantas maldições/ nem me afoguei nas mágoas pelos cantos//
disso tudo já me dei mesmo conta/ depois do que se tenta na santa vida//
as tantas mulheres que amei deveras/ as que me juraram amor sem medida/ 
quanto aquelas de que me ausentei/ dediquei todo o meu afeto/ e perdoei as que dor me causaram//
sei quanto os meus tropeços custaram/ eles foram muitos e seguidos/ na mesma estrada esquecida/ em que aprendi jamais se volta//
nas tantas vezes em que trôpego me lancei/ por esses tantos dias que a mim se abriram/ das causas a que me entreguei como fera/ as que tão ingênuo me dei/ escapei tanto e tantas as vezes/ sem jamais saber como/ o que só agora sei/ tem sido muito do bem/ de toda essa minha proteção//
nesse tempo todo/ que pelas minhas mãos escorreu/ ao reconhecer a luz que se abriu/ tornei-me um homem livre/ e de bons costumes/ para glorificar a verdade e a justiça//
talvez por isso/ como hoje alcancei/ que na vontade de seguir/ direcionando a proa/ e iluminando o caminho/ restarão sempre em mim/ a música/ nos olhos que se projetam/ e/ os versos meus”
Amigos, se podemos refletir e mudar para melhor, por que deixarmos a calma da Primavera?