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Jornal Diário de Suzano - 12/09/2026
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Coluna

Uns tantos de História

12 setembro 2026 - 05h00

Essa semana comemoramos mais um aniversário da nossa querida Mogi das Cruzes. Todos nós do Alto Tietê sentimos nosso carinho especial pela maior cidade da nossa Região. Não simplesmente pelo seu tamanho, cada uma das nossas cidades tem suas características, bem próprias, mesmo que com número menor de população. Mogi é mesmo a metrópole. A mais antiga pelos seus demonstrativos históricos. Fundada em 1º de setembro de 1560, alcança 466 anos, o que não é pouco, é coisa lá de longe. No início do crescimento do Brasil Colônia. Se relembrarmos aquilo que aprendíamos na escola (na minha geração, claro...), ela é 28 anos mais nova que São Vicente, a Primeira cidade de todo o nosso país, fundada em 1532. Mais nova que São Paulo, que é de 1554. Isso não é pouco, tem de ser reconhecida e homenageada, sempre. Foi a primeira cidade que conheci, quando estive por aqui, em 1957. Me impressionou, pelo seu jeito bem antigo, ruas estreitas, casinhas, era bem encantadora. Tinha vindo de Niterói, mas antes havia morado em S alvador, com que via mais parecida. Depois que conheci Suzano, também bem diversa de hoje. A evolução da Região foi imensa, como impedir. Mas conseguiu-se deixar em Mogi um bom tanto de sua formação secular. Meus parabéns susanenses a Mogi das Cruzes! Não podia esquecer de citar a querida Itaquaquecetuba, onde lecionei por anos, tanto na Educação Básica, como na Universitária. Lá atrás, Itaquá era uma grande aldeia guarani, conduzida pelos Jesuítas desde o século XVI. E foi se expandindo além do seus limitas iniciais. Agora também comemorando seus 466 anos, com festas e rodeios intensos e famosos, ainda que com as restrições de chuva deste ano. A cidade cresceu muito, inegável. E está se adequando aos novos tempos, o que é um feliz propósito. Precisa de um tempo, mas está indo na boa direção. Meu carinho. Tenho visto que uns jovens escritores tem descrito Suzano como apenas originária da Estrada de Ferro Central do Brasil que ligou, na segunda metade do século XIX, São Paulo a Mogi das Cruzes, seguindo em direção ao Rio de Janeiro. Não devemos esquecer que toda a nossa origem se faz lá no Baruel, a uns dez quilômetros ao sul. Lá havia, no último quarto do século XIX, um comércio bom para a época, e a primeira escola de todo o Alto Tietê, o que significava gente com muitas relações com as autoridades Imperiais. Depois da inauguração da Parada Piedade (em clara homenagem à Capela do Baruel) o povo de lá começou a vir e foi se instalando por aqui, até projetar uma cidade com arruamento e mais. E mais gente veio. Não são duas cidades. Crescemos, claro, e vamos continuando. Temos muito ainda a fazer e venceremos. Precisamos de um tanto de tempos. Mês passado uma amiga, a querida Fernanda Gomes Lima, perdeu seu pai, Luiz Antônio da Silva, falecido, e, nessa ocasião, teve acesso a um documento bem especial, conservado, bem guardado, por seu pai. Ela mostrou-me, é uma homenagem, do político João Silveira, ao então Prefeito de São Paulo, Dr. Pires do Rio, em 6 de fevereiro de 1926, quando ocorreu a inauguração da Estação de Calmon Viana, da então Estrada de Ferro Central do Brasil. Faz um século. Tudo manuscrito e com várias fotos do local. Material a ser conservado. Fiz cópia para ela mostrar para autoridades e estudiosos. Sempre aprendemos.