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Jornal Diário de Suzano - 04/04/2026
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Destaque

Filló é preso por fraude em licitação

28 abril 2017 - 08h01

O ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Acir Filló, foi preso, na manhã de ontem, em São Paulo. A ação realizada pela Força Tática do 32º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), de Suzano, foi organizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Guarulhos, e desencadeada no âmbito de ação penal por fraude em licitação e desvio de dinheiro público. Os procuradores de Ferraz de Vasconcelos também acompanharam o caso. Segundo informações do MP-SP, a ação tramita sob sigilo na 3ª Vara da cidade. Ontem, a operação cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão em três imóveis, sendo um em Ferraz e dois em São Paulo. O tenente Pavanelli, da Força Tática, contou que a operação começou por volta das 6 horas e culminou na apreensão de documentos, computadores, objetos pessoais e R$ 20 mil em dinheiro, escondidos embaixo de um sofá no apartamento de Filló. "Uma equipe fez busca em Ferraz, onde estava a esposa do ex-prefeito (Viviane Vieira dos Santos). Foram apreendidos documentos e um computador. A 2ª equipe operou em dois apartamentos no Jardim Anália Franco, um deles alocado e o outro onde Filló foi encontrado. Neste local apreendemos objetos pessoais, documentos e dinheiro. Ele estava sozinho, se demonstrou surpreso, mas colaborou com a ação", detalha. Um advogado do político, que acompanhou a ação desde o início, mas não representa a defesa do ex-prefeito, revelou à imprensa que os advogados que tomarão conta do caso tentariam entrar com habeas corpus ainda ontem, mas até o fechamento desta matéria eles não se posicionaram. Ainda segundo ele, que preferiu não se identificar, Filló foi submetido a exame de corpo de delito, no Instituto Médico Legal (IML) de Suzano, e depois encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mogi das Cruzes. PROCURADORIA De acordo com o procurador do município Gustavo Rossignoli, a ação criminal do MP-SP pode ser recorrente de uma representação feita pelo setor, em 2015, sobre contratação de uma empresa chamada Salmo 23, que prestaria serviços na área de informática, na gestão Filló, sem abertura de licitação. "Em decorrência das irregularidades na contratação da empresa abrimos a sindicância. Durante o processo, uma testemunha prestou depoimento, mas depois ela deu outra versão aos advogados do ex-prefeito, onde constatamos a fraude. Por isso, entramos com ação de improbidade administrativa", explica. A procuradora Sandra Cristina Holanda completa que as acusações feitas por Filló (leia na matéria abaixo) são infundadas. "Nós pedimos muitas coisas a ele, computadores, impressoras, estagiários, condições de trabalho. Nunca pleiteamos facilidades. Se nossa sindicância não é justa, porque o STJ e o STF acataram a denúncia? Nós investigamos irregularidades, independente do político, não temos partido. Nosso papel é fiscalizar", afirma. Os procuradores acrescentam ainda que existem mais de 20 processos contra o Filló. Ações na Justiça comum e na Justiça Federal. Mas não podem confirmar qual representação foi acatada pelo MP. Ainda segundo eles, o ex-prefeito teria desviado quase R$ 50 milhões da Prefeitura.