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Editorial

Saúde suplementar

19 dezembro 2020 - 05h00 Por Gabriely Machado
Saúde suplementar

Os atendimentos aos casos de Covid-19 vêm aumentando em todo o País.
O Sistema Único de Saúde (SUS) está sobrecarregado porque, além de atender os casos de coronavírus, mantém o alcance às demais especialidades médicas.
Reportagem da Agência Brasil mostrou, esta semana, que desde março até novembro, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recebeu 14.991 reclamações de usuários de planos de saúde relacionadas à Covid-19. 
O dado faz parte do Boletim Covid-19 divulgado pela agência reguladora, que monitora informações assistenciais e econômico-financeiras do setor durante a pandemia.
Em novembro foram registradas 1.163 reclamações, queda de 4,1% em relação ao mês anterior. Do total de reclamações sobre Covid-19 registradas no mês passado, 69% dizem respeito a dificuldades relativas à realização de exames e tratamento, 20% se referem a outras assistências afetadas pela pandemia e 11% são reclamações sobre temas não assistenciais (contratos e regulamentos, por exemplo).
É importante o trabalho da ANS para evitar abusos nos casos dos planos de saúde.
Além das quase 15 mil reclamações, a ANS recebeu também 18.488 pedidos de informações sobre procedimentos relacionados à covid-19.
A taxa de ocupação de leitos exclusivamente alocados para Covid-19 subiu para 63% em novembro ante 54% verificado em outubro. E a taxa de ocupação de leitos para os demais procedimentos passou de 68% em outubro para 71% em novembro.
Em novembro, houve queda no número de queixas registradas pelos consumidores por meio dos canais de atendimento da ANS. Foi registrado um total de 13.367 demandas envolvendo todos os temas, redução de 2% em comparação a outubro.
Em relação à inadimplência, tanto para planos individuais ou familiares quanto para coletivos, os indicadores de novembro apresentaram queda em relação a outubro. No mês passado, o percentual geral de inadimplência ficou em 6%, ante 9% em outubro. Nos planos individuais ou familiares, passou de 12% para 9%; nos coletivos, de 6% para 4%. 
O boletim traz os números preliminares de beneficiários em planos de assistência médica registrados em novembro, antecipando as informações completas que serão divulgadas no início de janeiro. 
Seja pelo SUS ou por meio dos planos de saúde, a situação pode preocupar à medida em que os casos aumentam. A fiscalização para atender aos pacientes deve ser efetivo.