O grande desafio de gerar novos postos de trabalho pode ser medido em números.
Ontem, dados do Ministério da Economia mostraram a situação do País em 2020, ano de pandemia.
Só para se ter uma ideia, o Brasil fechou o ano de 2020 com a geração de 142.690 postos de trabalho.
A grande notícia é que, em um ano terrível em que o PIB (Produto Interno Bruno) - soma de todos os bens e serviços - caiu 4,5%, foram criados 142 mil novos empregos.
A situação do Alto Tietê vai na direção contrária. Foram fechados 257 postos no saldo de admissão e demissão.
Os números são do cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEM), criado pelo governo federal durante a pandemia de Covid-19, é um dos responsáveis pelo resultado, segundo o governo, já que evitou a demissão de cerca de 10 milhões de pessoas durante o ano passado.
Pelo programa, empregadores e funcionários fizeram acordos de redução de jornada e salário ou de suspensão de contratos. Como contrapartida, o governo pagou, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido.
A situação no Alto Tietê que vinha em saldo positivo em 2019 foi profundamente atingida com perda de empregos por conta da pandemia.
Em todo o País, de acordo com dados do Caged, de janeiro a dezembro do ano passado, foram 15.166.221 admissões e 15.023.531 desligamentos. O estoque de empregos formais no País, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 38.952.313, o que representa uma variação de 0,37% em relação ao estoque de referência, de 1º de janeiro de 2020.
Na avaliação do ministério, o compromisso de manutenção de empregos promovido pelo BEm também contribui para que essa queda em dezembro fosse menor. No mês passado, o Brasil teve 1.239.280 admissões e 1.307.186 desligamentos.
Em âmbito municipal, a situação requer um trabalho intenso dos municípios neste desafio de garantir novos postos de trabalho.
Das cinco regiões do País, quatro tiveram saldo positivo no acumulado do ano, apenas o sudeste perdeu vagas, queda de 88.785, puxado pelo Rio de Janeiro que, sozinho, fechou 127.155 empregos, enquanto Minas Gerais criou 32.717. No norte, o destaque é para o Pará, com a criação de 32.789 postos, mais da metade dos 62.265 empregos formais gerados na região.