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Jornal Diário de Suzano - 22/05/2019
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Escola cívico-militar

26 MAR 2019 - 23h59
O massacre na Escola Raul Brasil trouxe à discussão a necessidade de aumentar a segurança nas escolas e até de mudanças de métodos das administrações escolares.
Muitas propostas já foram mencionadas. Nesta semana, no entanto, o Ministério da Educação confirmou que estuda a implantação de uma escola cívico-militar em Suzano.
O assunto gera discussões. Afinal é preciso educar para a autonomia dos cidadãos, garantindo a independência do professor dentro de sala de aula ou seguir regras e manter a disciplina mais rígida dentro da escola? 
Este é apenas um dos questionamentos.
Segundo informações do site novaescola.org.br., a ideia dessa nova estrutura de administração de escolas vem ganhando uma forma mais concreta desde a posse do presidente Jair Bolsonaro. Em 2 de janeiro o governo federal assinou o decreto nº 9.465, em vigor desde o dia 30 do mesmo mês, que aprova uma nova estrutura organizacional do Ministério da Educação (MEC) e cria a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares (Secim). O objetivo da nova subsecretaria, de acordo com o MEC, é o de implementar e fortalecer, junto às redes de ensino públicas, novos modelos de gestão de alto nível, nos padrões empregados nos colégios militares, conforme informações do site.
Nesta semana, o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, se reuniu com o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, em Brasília, para, além de solicitar liberação de verba para construção de duas unidades de educação infantil, sendo uma no Jardim Belém e outra no Jardim Graziela, pedir estudo para criação de uma escola cívico-militar na cidade. 
A unidade seria criada na antiga estrutura que abrigava o Sesi, no Jardim Monte Cristo. O ministro, por sua vez, afirmou que deseja firmar a parceria o quanto antes. 
A parceria seria para reformar toda a unidade a fim de que possa receber alunos da rede municipal. 
Já existem 120 escolas nesse modelo espalhadas em 17 estados brasileiros. Porém, a maioria se concentra em Goiás, que também é o estado com a experiência mais reconhecida pelos altos índices de resultados. 
A Secretaria de Educação do Distrito Federal, por exemplo, garante que práticas bem-sucedidas nessas escolas poderão ser estendidas para o restante da rede pública, que atualmente tem 693 unidades. Uma das primeiras práticas que poderá ser replicada é um aplicativo para comunicação direta com os pais, que será implementado a partir de hoje nas escolas cívico-militares.
O modelo de educação cívico-militar divide opiniões, no entanto. Os favoráveis defendem que o sistema gera índices elevados de aproveitamento escolar e o ensino de disciplina e regras. Os contrários afirmam que não cabe à polícia atuar dentro da escola e que o ideal é intensificar a segurança externa dos colégios. 
O fato é que à medida em que casos como os da Escola Raul Brasil vêm ocorrendo é preciso repensar em modelos que garantam, além da boa formação, a tranquilidade para o aprendizado.

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