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Jornal Diário de Suzano - 17/08/2019
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Dados de 2019

Mortes de suspeitos em confrontos no Alto Tietê crescem 145,45% de janeiro a maio

Número de mortos é de 27 - mais do que o dobro do mesmo período de 2018, quando 11 morreram

Por Marcus Pontes - da Região24 JUL 2019 - 11h53
Guararema foi palco do maior confronto com mortos, totalizando 11 suspeitosFoto: Divulgação
As mortes de suspeitos em confrontos com policiais, em serviço ou de folga, mais do que dobraram no Alto Tietê. Pelo menos 27 morreram de janeiro a maio deste ano. Os dados, obtidos no Portal da Transparência, da Secretaria de Segurança Pública (SSP), apontam para um aumento de 145,45%. Em 2018, ao menos, 11 foram mortos durante troca de tiros. O número pode aumentar ainda mais, a partir da divulgação dos dados de junho, que serão publicados esta semana.
 
Parte desse aumento se dá por causa de ocorrências nos dias 14 de março e 4 de abril, as quais, ao todo, 15 pessoas foram mortas por policiais militares em serviço. O primeiro confronto terminou com a morte de quatro suspeitos no Jardim América, em Poá. Na ocasião, foram apreendidos revólveres, uma pistola e, até mesmo, uma submetralhadora nove milímetros.
 
Já o segundo caso foi em Guararema e resultou na morte de 11 indivíduos por policiais da Rota (Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar) e do 17º Batalhão de Polícia Militar Metropolitana (BPM/M) de Mogi das Cruzes. A ação repercutiu no país e, inclusive, ocasionou em homenagens aos policiais. O governador João Doria (PSDB) parabenizou os agentes envolvidos. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) também emitiu nota à época do caso.
 
O DS consultou cada boletim publicado no Portal da Transparência de janeiro a maio deste ano. Foram 14 casos de mortes decorrente à intervenção policial, incluindo com agentes de folga. Nem todos os mortos foram identificados nos registros. Para se ter ideia, em seis ocorrências, a faixa etária dos suspeitos mortos eram de jovens de 17 a 23 anos. 
 
Em 2018, foram dez casos de confrontos com mortes nos cinco primeiros meses do ano. Em cinco deles, a idade dos suspeitos variava entre 18 e 20 anos. Um desses casos foi justamente o que projetou a policial Katia Sastre à vida política. O episódio foi em um sábado, em frente a uma escola particular de Suzano.

Casos são analisados de maneira rigorosa, afirma Secretaria

As polícias Civil e Militar investigam, de forma rigorosa, os casos de morte decorrente a intervenção policial. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), uma resolução determina ainda o comparecimento da Corregedoria, comandantes ou delegados, além de equipes específica do Instituto Médico Legal (IML) e Instituto de Criminalística (IC).


Para se ter ideia, quando um suspeito é morto em confronto, o caso é analisado para ver se houve excesso de força ou abuso de autoridade. Uma investigação é realizada por uma delegacia especializada. É também instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) no batalhão onde o agente trabalha, além da Corregedoria da PM acompanhar os procedimentos. 


A SSP reforçou que defende a investigação rigorosa de todas as ocorrências e tem trabalhado para reduzir os casos de morte em decorrência de intervenção policial. "É importante ressaltar que a opção pelo confronto é sempre do criminoso. A maior parte acontece nos casos em que policiais atuam para impedir roubos, onde os criminosos estão armados, subjugando e colocando a vida de pessoas em risco".

 

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