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Jornal Diário de Suzano - 07/12/2019
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Polícia

Polícia afirma que grávida pode ter sido morta com golpes de capacete

Informação foi divulgada, na manhã desta segunda-feira (29), pelo delegado do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), Rubens José Ângelo

Por Lucas Lima - de Mogi29 JUL 2019 - 13h06
Delegado do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes, Rubens José Ângelo, mostrando o capacete usado pelo autor do crimeFoto: Lucas Lima/DS

O delegado do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes, Rubens José Ângelo, afirmou que a morte da grávida encontrada em um matagal, na última quarta-feira (24), na Rodovia Professor Alfredo Rolim de Moura, a Mogi-Salesópolis, pode ter sido por golpes de capacete de moto. Ele ainda revelou que o namorado da vítima, suspeito de ter matado ela e preso pela polícia na sexta-feira (26), em uma casa em Caraguatatuba, litoral norte, não aceitava o nascimento do bebê. A Justiça decretou a prisão temporária do autor, que já foi preso por cinco anos no Japão, entre 2002 e 2003, quando matou um homem, e pode pegar mais de 35 anos de prisão.

Rubens José confirmou que a vítima estava grávida de sete meses. Laudo comprovou que a morte da mulher foi causada por um traumatismo cranioencefálico. "Ela foi encontrada com ferimentos no rosto, pescoço e no corpo. No pescoço havia um cordão. As investigações mostram que ela foi agredida com socos, com golpes de capacete e também asfixiada", revelou o delegado durante entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (29) no SHPP.

Crime

De acordo com o delegado, a vítima e o namorado teriam saído de casa por volta das 23h51 de moto. Eles teriam ido em uma padaria, comprado uma pizza, retornado a casa e entregue a comida para a mãe da vítima. "Depois eles saíram mais uma vez e o SHPP teve acesso a imagens, de casas próximas, deles juntos", pontuou Rubens José.

No interrogatório, o delegado afirmou que o autor do crime disse que tinha um relacionamento harmonioso com a vítima, que durava há dois anos. O suspeito também confirmou que houve uma discussão entre o casal, após comerem e beberem em uma padaria. "Segundo o autor, a vítima teria tido ao namorado que o filho poderia não ser dele. Neste momento, ele criou uma dúvida e se dirigiram para o local onde aconteceu o crime", comentou Rubens José.

O autor disse que a vítima teria pulado da moto, caído no matagal e que depois não se lembrava de mais nada. Segundo o suspeito, apenas a agrediu com socos. "É uma pessoa fria, calculista e não tem tipo de remorso. Questionado como teria matado a grávida, ele disse que foi somente com socos. No entanto, por meio das investigações, identificamos que o capacete também pode ter sido usado", disse o delegado.

Capacete

Na casa em que o suspeito foi preso, em Caraguatatuba, a polícia encontrou um capacete danificado e com marcas de sangue. "Já tínhamos o capacete que ela usava e faltava outro, que é da pessoa com quem ela estava. No capacete do autor do crime tinha marcas de sangue e indícios que ele teria limpado".   

Identificação

A identificação da vítima foi feita por meio de documentos encontrados na cena do crime. Havia um cartão no nome dela. Além disso, familiares reconheceram o corpo dela no Instituto Médico Legal (IML).

Morte no Japão

O suspeito confirmou a polícia que entre 2002 e 2003 matou um homem no Japão. Segundo ele, ficou preso por cinco anos e depois foi solto. 

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