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Raul Brasil

Polícia e MP investigam 4º adolescente suspeito de incentivar massacre

Pessoas que enalteceram atentado serão responsabilizadas na esfera criminal

Por Marcus Pontes - de Mogi11 ABR 2019 - 18h39
Novos detalhes foram apresentados durante coletiva de imprensaFoto: Bruna Nascimento/Divulgação

Um quarto adolescente é investigado suspeito de incentivar um dos mentores intelectuais a planejar a execução do massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, no dia 13 de março. A arma e munições usadas para praticar o atentado, que terminou com oito pessoas assassinadas, sendo cinco adolescentes, duas funcionárias da escola e o tio de um dos atiradores, foram negociadas a partir de redes sociais (Facebook e WhatsApp). Os novos detalhes foram divulgados pela Polícia Civil e o Ministério Publico (MP) nesta quinta-feira, 11, durante coletiva à imprensa, no auditório da Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes.

A participação de um quarto adolescente, o qual não foi confirmado ser ex-aluno ou ainda estudar na Raul Brasil, foi divulgada pelo promotor de Justiça Rafael do Val. "Ele foi ouvido. Não está apreendido. De fato, é investigado. Não levamos pedido à Justiça, pois seria participação de menor importância, de incentivação ao cometimento do massacre", disse.

O delegado Alexandre Dias complementou dizendo que a investigação sobre o envolvimento deste novo adolescente, inclusive a possível punibilização sobre a incentivação ao atentado segue em andamento. Ele, porém, não deu detalhes específicos sobre as conversas de incentivo obtidas durante a investigação.

A tragédia está prestes a completar um mês. Até então, a polícia não havia divulgado como os atiradores tiveram acesso ao revólver e munições. Discussões apontavam que os itens foram obtidos na 'DeepWeb' - uma espécie de internet mais obscura. Mas, as prisões de três homens, entre a tarde de quarta e manhã de quinta-feira, foram conclusivas para dar uma resposta. 

Dias disse que os três homens presos, entre a tarde de quarta e manhã de quinta-feira, foram identificados negociando armas e munições. Na ocasião de duas prisões, a polícia apreendeu celulares. Já com o suspeito preso na Zona Leste de São Paulo, foram recolhidas munições e um revólver. "A partir de perfis falsos numa rede social (facebook), um dos atiradores conseguiu chegar até estes homens. O indivíduo preso em Suzano, na zona rural, foi quem vendeu o revólver usado no atentado. Os demais negociaram munições, mas um deles também tinha transação de outra arma", explicou o responsável pela investigação, que complementou dizendo que dois presos nesta quinta-feira responderão em flagrante por porte e/ou posse ilegal e receptação. 

Monitoramento

Durante a coletiva, os delegados e o promotor de Justiça enfatizaram o monitoramento das redes sociais. Segundo eles, internautas que enalteram o cometimento do massacre serão responsabilizados na esféra criminal, tendo, inclusive, algumas pessoas identificadas. Destacaram também o empenho da Polícia Civil e Ministério Público ao analisar o conteúdo das redes sociais. 

"Todos serão responsabilizados direta ou indiretamente neste bárbaro crime. Quero deixar um recado de que àqueles que pensam que, por de atrás de um computador, estão livres, não será assim.Não há como se ocultar em redes sociais, porque não vai adiantar", enfatizou o delegado Seccional Jair Barbosa Ortiz, quando se referiu ao monitoramento de redes sociais e a internet. 

O promotor Rafael do Val complementou dizendo: "Estamos esgotando todos os meios para encontrar todos os envolvidos neste crime", finalizou. Perguntado sobre possíveis novos desdobramentos a partir dessa investigação na internet, o delegado do distrito central de Suzano deixou em aberto e afirmou que a Polícia Civil e o MP continuarão analisando as redes sociais. 

 

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