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Centro de Apoio do Estado será instalado para vítimas da Raul Brasil

Trabalho do Cravi incluirá a capacitação das equipes de psicólogos e assistentes sociais para atendimento especializado

Por de Suzano16 ABR 2019 - 23h11
Trabalho do Cravi incluirá a capacitação das equipes de psicólogos e assistentes sociais para o atendimento especializadoFoto: Sabrina Silva/Divulgação
A Secretaria de Justiça do Estado vai instalar, em Suzano, uma unidade do Centro de Referência e Apoio à Vítima (Cravi) para atendimentos psicológicos individuais e em grupos, para alunos, professores e funcionários da Escola Raul Brasil.
 
Segundo o governo do Estado, o local será disponibilizado pela Prefeitura. O trabalho do Cravi incluirá a capacitação das equipes de psicólogos e assistentes sociais para o atendimento especializado.
 
Após mais de 30 da tragédia, o Cravi, programa da Secretaria da Justiça, realizou até agora mais de 17 plantões e contabilizou 379 atendimentos psicológicos individuais e em grupos, para alunos, professores e funcionários nas dependências da escola, e visitas domiciliares para as pessoas que não têm condições físicas ou psicológicas para retornar à escola.
 
De acordo com Bruno Fedri, psicólogo do Cravi que vem atuando em Suzano, os atendimentos tiveram como objetivo colaborar para a abertura de um espaço de escuta e acolhimento para a elaboração da violência e recaracterização gradativa do ambiente escolar como espaço comprometido com a coletividade e o aprendizado.
 
Para o psicólogo, o restabelecimento da segurança e a elaboração do luto são alguns dos maiores desafios encontrados no contato com as pessoas que vivenciaram a tragédia.
 
“A escola, que antes era um espaço de convivência que facilitava o estabelecimento de vínculos entre os alunos, tornou-se prejudicado com a violência que ocorreu no local. Todos se sentem inseguros e ansiosos, e ainda encontram pela frente a tarefa de elaborar o luto de seus colegas, o que demanda tempo e acompanhamento especializado”, disse Fedri.
 
“A história da escola Raul Brasil, a mais antiga da cidade e que certamente contém exemplos de superação e conquistas, não pode ser resumida neste ato de violência. Esperamos poder transformar e ultrapassar este episódio”, destaca.
 
Segundo o governo, o Cravi continuará realizando plantões psicológicos semanais no local. Como proposta de intervenção, além dos plantões, o programa criará um “Grupo de Cidadania”, com o objetivo de oferecer um ambiente de atendimento baseado na promoção dos direitos humanos e da cidadania.
O grupo será formado por alunos e alunas, por meio de encontros semanais com duração de duas horas e com temas pré-estabelecidos, como “direitos e deveres”, “escola que temos x escola que queremos”, e “com quem podemos contar para pedir ajuda?”. Serão realizados 10 encontros na própria escola com aproximadamente 20 participantes em cada grupo.

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