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Jornal Diário de Suzano - 14/04/2024
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Cidades

Crateras em bairros de Palmeiras prejudicam motoristas

25 maio 2017 - 08h00

Os moradores do Jardim do Lago e da Estrada dos Moraes, em Palmeiras, têm sofrido com a quantidade das crateras. Os buracos prejudicam desde as crianças, que muitas vezes são impedidas de ir à escola, até os pedestres e motoristas que têm os veículos danificados na tentativa de subir e descer as ruas. No Jardim do Lago, as vias estão em situação precárias. Entre elas, Guento Caravelas, Maria Piedade Pinheiro Alves, Joana Lopes e Deolinda Cardoso de Salles. Segundo os moradores, o problema atinge o bairro inteiro. O marceneiro Antonio Marcos Martins falou sobre o abandono do local. "Há cinco anos perdi minha filha nesta rua (Guento Caravelas). Ao tentar descer a rua, o carro capotou e ela que estava sem cinto de segurança faleceu. Desde então tento vender uma casa nesta rua. O valor é bem baixo, mas quando o cliente vê o estado da rua desiste", comenta. O aposentado José Divino da Silva diz que a dificuldade é grande. "Todos nós padecemos com o descaso da municipalidade com o Jardim do Lago. Os próprios moradores tentam tapar os buracos, mas não dura muito". O caldeireiro José Neto concorda. "Tem pelo menos três anos que estamos nesta situação. A carroceria do meu carro entortou duas vezes. Gastei R$ 900. Não consigo sair de casa", destaca. Para o pedreiro Armando Antonio de Oliveira, o prejuízo foi ainda maior. "Gastei R$ 6 mil para consertar o motor. Ao descer a Rua Deolinda, uma pedra bateu no motor. Além disso, convivemos com esgoto a céu aberto no bairro. Um monte de valetas expostas". A dona de casa Maria Rodrigues também reclama da falta de canalização. "Moro na rua da UBS. Nem lá temos esgoto encanado. Aqui estamos esquecidos". Na Estrada dos Moraes, a situação não é diferente. A estudante Valeria Antonio Pinto conta que no meio da via há um buraco de aproximadamente 2 metros de diâmetro por 3 metros de profundidade. "No mês passado, o ônibus que leva crianças com idades entre 3 e 8 anos quase tombou. Esta foi a terceira vez que isso aconteceu. Trinta crianças dependem do transporte e muitas vezes ele tem desistido de vir até aqui". O desempregado Nelson dos Santos frisa que a via nunca foi asfaltada. "Em dias quentes é poeira para todo lado. Em dias como ontem (que choveu) temos poças para todos os lados, não conseguimos nem ver a profundidade do buraco. Perto da linha do trem não é possível andar, uma perua caiu em uma cratera e ficou metade do veículo dentro dela". (P.Q.)