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História de superação e recomeço de fundador de projeto social em Suzano

Homen, de 40 anos, que, atualmente, gerencia o "Projeto Social Craques do Futuro", em Suzano, já passou por dias terríveis

Por Daniel Marques - de Suzano03 AGO 2019 - 23h56
História de superação e recomeço de fundador de projeto social em SuzanoFoto: Munique Kazihara/Divulgação
Do sonho em ser árbitro de futebol profissional, a história de Valmir José da Silva Santos se transformou em um pesadelo. O homem de 40 anos que, atualmente, gerencia o "Projeto Social Craques do Futuro", em Suzano, já passou por dias terríveis.
 
Ele foi preso injustamente, acusado de roubar uma padaria em 1994. Valmir passou 28 dias detido por ter sido confundido por uma das vítimas. O homem diz que só teve seu nome retirado dos registros da polícia em 2019.
 
Hoje, Valmir tenta ajudar meninos a realizarem o grande sonho de ser jogador de futebol. O projeto voluntário não se compara com o que Valmir viveu há 25 anos. "Quase tentei suicídio, pois fiquei longe da minha família. Não desejo isso para ninguém", conta.
 
Atualmente, ele vive com o dinheiro que ganha como árbitro em algumas partidas pela Liga Brasileira das Escolas de Futebol (Libraef), e do que ganha como massagista particular. Apesar de ter apoio da Associação Mundial de Assistência Social (Amas), ele precisa ajudar os garotos que vão para a Bahia em breve. "Estão fazendo rifas para arrecadar o dinheiro. A melhor coisa é ver o sorriso deles com o futebol", diz.
 
Recomeço
 
Segundo o relato de Valmir, ele estava indo para o trabalho quando aconteceu um roubo em uma padaria, que estava há uma grande distância. A roupa era semelhante com a de um dos bandidos, o que fez com que nas buscas, os policiais o prendessem.
 
Valmir e a vítima negaram o crime. Porém, foi mantido na cadeia durante quase trinta dias. 
Logo em seguida, eleganhou a liberdade, mas não conseguiu bons empregos desde então. "Você não conhece pessoas quando está na cadeia; tem regras, horários e gente que cometeu todos os tipos de crime", relata. 
"Meu nome seguiu 'sujo' e fecharam muitas portas para mim. Mudei de cidade, fazia bicos e trabalhava como ajudante, mas a vida foi sempre muito difícil após essa situação", emendou.
 
Ele diz que, sempre que a polícia o enquadrava na rua explicava a situação. "Sempre falei a verdade, e sempre levei tapa na cara por isso", revela.
 
Por conta de toda a situação que passou, Valmir afirma não ter mais sonhos e que, por isso, que ajudar as pessoas a realizarem os delas.  "A única coisa que gostaria de ter é dinheiro e um emprego que me possibilite a fazer o projeto crescer", conta.

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