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Jornal Diário de Suzano - 04/04/2026
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Cidades

‘Montanha de lixo’ em terreno do Miguel Badra preocupa população

Moradores se queixam de descarte irregular, alagamentos e presença de pragas urbanas

20 agosto 2019 - 23h10Por Daniel Marques - de Suzano
O transtorno de viver próximo a uma espécie de ‘lixão’ a céu aberto é rotina para moradores da Rua Pricevicius Jonas, no Miguel Badra, em Suzano. Segundo eles, um terreno particular tem sido ponto para o descarte irregular de lixo, entulho e, até mesmo, abandono de animais.
 
O despejo irregular no local formou uma montanha de materiais de construção, lixo doméstico e outros objetos. O DS esteve no local e constatou, ainda, a existência de uma ponte de madeira que, segundo moradores, foi colocada por pessoas para descartar entulho.
 
De acordo com a população, a "montanha de lixo" diminuiu. Isso porque uma máquina teria passado no local e recolhido parte dos detritos há cerca de três dias. O problema, no entanto, não foi resolvido.
 
Por conta do acúmulo de lixo, um córrego que passa ao lado do terreno fica entupido, principalmente em dias de chuvas mais intensas. A via, inclusive, alaga em alguns trechos por conta desta situação. 
 
Moradores relatam que todos os problemas resultam em invasão de pragas urbanas, como baratas, ratos, varejeiras e, até mesmo, cobras. 
 
A estudante Jéssica Costa, de 28 anos, diz estar cansada da situação. Ela se queixou que feirantes vão até o local para jogar restos de peixe no córrego, provocando mau cheiro. “Não são os moradores que fazem isso. São pessoas de fora. Não há fiscalização para evitar”. Para ela, o problema poderia ser parcialmente resolvido com a instalação de uma caçamba. 
 
Uma placa alertando que despejar entulho no local é ilegal foi colocada pelo proprietário do terreno. Mesmo assim, o aviso não é respeitado. 
 
Segundo o encanador Isaias Pereira, de 27 anos, as pessoas não respeitam as leis nem o aviso “Queimam até pneus e fios aí. Já são mais de nove meses vivendo essa situação”, relata.
 
Para a dona de casa Ana Andrade Trindade, de 61 anos, o lixo torna dias chuvosos mais difíceis. “Quando chove, eu só consigo sair da minha casa de barco. Como não tenho condições para comprar, não saio", ironiza. 
 
“Já paguei para retirarem até animais mortos daqui”, diz Ana Maria Costa, 59 anos. 
 
OUTRO LADO
 
Alan Marcelino é proprietário do terreno. Segundo ele, o local tem sido alvo frequente de descarte de lixo. “Tentamos minimizar, mas sempre jogam mais e mais (lixo). Em cinco meses, iremos construir um galpão”, diz. 
 
A Prefeitura afirmou, por meio de nota, que iria enviar uma equipe no local para limpar o entorno do terreno. Em relação ao esgoto, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) disse que também enviará uma equipe ao local.
 
Preliminarmente, a empresa afirmou ter detectado um ponto de obstrução da rede coletora de esgoto em uma rua próxima ao local citado. 

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