sábado 15 de junho de 2024Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 15/06/2024
Envie seu vídeo(11) 4745-6900
Suzano

Pais participam de reunião e cobram segurança na Raul Brasil

Falta de apoio e transparência por parte da diretoria também estava entre as reivindicações dos pais e alunos.

03 abril 2019 - 23h58Por Dennis Maciel - Suzano
Pais e alunos se reuniram em frente à Escola Raul Brasil para pedir uma audiência com a diretora da instituição, durante a manhã desta quarta-feira (3). Eles reclamam que têm tido dificuldade para entrar em contato com a diretoria que não divulga as informações de maneira clara. 
 
A falta de segurança e apoio psicológico também foi apontada pelos pais. 
 
Uma grande aglomeração de pais e alunos em frente a um dos portões da escola chamou atenção da diretoria, que afirmou não ter sido contatada sobre as reivindicações. 
 
De imediato, a escola organizou uma reunião entre pais, diretores e secretaria de educação para esclarecer os temas em pauta.
 
Dentre as principais reivindicações dos pais estava a existência de apoio psicológico integral; aprimoramento de controle no acesso dos alunos; transparência das decisões da escola; presença do Conselho Tutelar e constituição imediata da Associação de Pais e Mestres (APM) da Raul Brasil.
 
Pais e alunos relatam que muitos servidores ainda não voltaram para a Raul Brasil, porque estão com medo de voltar ou foram transferidos de escola. Por este motivo eles pedem que o quadro de funcionários da seja completado. 
A presença de professores eventuais e esclarecimento quanto à composição da diretoria da escola também estão entre as reivindicações.
 
A mãe de um dos alunos, Juliana Santos, explica que o reforço na segurança é prioridade, já que os alunos ainda se sentem vulneráveis.
 
"Tem alunos que estão comendo no banheiro na hora do recreio, com medo do Pátio, onde a tragédia aconteceu. Outros ficam planejando fuga. Há os que ainda nem conseguiram retomar à vida normal e estão sob efeitos de medicamentos", afirma.
 
"Organizamos esta ação pelo WhatsApp e pedimos que a diretoria pare de ignorar os pais, nós procuramos a diretora diversas vezes e a secretaria não nos atendeu. Temos uma lista de reivindicações, a principal é a transparência, criando um canal direto entre a direção e os pais. Falta muita segurança, pois não existe controle de acesso na entrada dos alunos ou restrição para pessoas desconhecidas entrarem na escola", conta.
 
A ajudante geral Regina Jesus é mãe de uma das alunas feridas no atentado. Sua filha, Jennifer Jesus dos Santos, recebeu alta recentemente, mas não se sente segura para voltar para a escola. 
 
"É triste ver uma filha de 16 anos que possuía uma vida ativa, não querer mais voltar para a escola. Estou arrasada. A maior reivindicação no momento é em relação à segurança", conta
 
A diretoria organizou uma reunião dentro da escola para debater os temas. Durante a reunião, a secretaria de educação informou que criará uma comissão de pais, que estará a frente das informações da escola. 
 
Além disso, os alunos receberão carteirinhas para o controle de entrada e saída na escola.