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Jornal Diário de Suzano - 04/04/2026
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Cidades

Reserva tem futuro incerto, apesar de constar em Plano de Mata Atlântica

Local é propriedade privada e representa parcela da Mata Atlântica em Suzano. Está fechado há vários anos

16 outubro 2022 - 12h00Por Guynever Maropo - de Suzano
A Reserva Miraporanga representa uma parcela importante das áreas remanescentes de Mata Atlântica na cidade, conforme estipula o Plano Municipal de Mata Atlântica, elaborado em conjunto com o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), Fundação Florestal, SOS Mata Atlântica, ONU Meio Ambiente e Associação Nacional dos Gestores Municipais de Meio Ambiente. 
 
No entanto, a Prefeitura de Suzano esclarece que o local é de propriedade particular. 
 
A Reserva Miraporanga, situada na Rodovia Índio Tibiriçá (SP-31) em Suzano, segue há 11 anos com futuro incerto. A reserva se trata de uma propriedade privada, após a morte do dono, um casal de filhos assumiu a gerência do local. 
 
1,5 MILHÃO
 
A reserva conta com mais de 1,5 milhão de metros quadrados de mata secundária, lagos, nascentes, plantas raras, vegetação, fauna e flora. 
 
Desde 2011, o DS acompanha o processo para tornar a reserva em um parque com visitação aberta. Na época, deputados estaduais pretendiam se reunir para reabrir o local às visitações. Contudo, o processo era dificultado justamente por se tratar de uma propriedade privada.
 
MEIO AMBIENTE
 
Em 2020, a Secretaria de Meio Ambiente elaborava um Plano Municipal de Mata Atlântica, "onde todas as áreas remanescentes de Mata Atlântica do município estão consideradas e a Reserva Miraporanga representa uma parcela muito importante deste escopo". 
 
DESDE 2017
 
Desde 2017 a área se tornou Zona de Interesse Especial Ambiental (Zeia). O plano foi criado em conjunto com o Comdema em parceria com a Fundação Florestal, a SOS Mata Atlântica, ONU Meio Ambiente e a Anamma.
 
Ainda segundo o órgão, trata-se de uma propriedade particular e não um parque, pois não possui estrutura para receber visitantes. 
 
A secretaria auxiliaria os proprietários no que for possível para que ali seja criada uma Reserva Particular do Patrimônio Natural. “Para viabilizar economicamente um Plano de Manejo na área - o que é condição fundamental para que no local possam ser desenvolvidos trabalhos de ecoturismo, educação ambiental e pesquisas”.

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