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Jornal Diário de Suzano - 14/04/2024
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Cidades

Secretário de Saúde de Suzano fala de atendimento às gestantes e conclusão da UPA do Jd. Revista

Luís Cláudio Guillaumon afirma que Suzano e Mogi tiveram aumento na procura de internação por parte das gestantes, mas a demanda muda constantemente

30 junho 2017 - 12h15Por Pâmela Queiróz - De Suzano

O secretário de Saúde de Suzano, Luís Cláudio Rocha Guillaumon, disse que a cidade acionará o Estado para o redirecionamento de pacientes gestantes para outros hospitais da região, caso a demanda suzanense chegue ao limite. A afirmação foi feita depois de mais uma vez, a Maternidade da Santa Casa de Mogi das Cruzes suspender os atendimentos, na tarde de quinta-feira (29), por conta de superlotação. Os atendimentos na unidade mogiana foi normalizado na manhã desta sexta-feira (30).  Guillaumon ressaltou ainda que a administração também estuda a conclusão das obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do Jardim Revista.

O secretário suzanense explicou a reportagem do DS e ao jornalista Ayl Marques, da Rádio SP/RIO 101.5 FM, que a saúde é regionalizada e Suzano, assim como Mogi, já atende uma demanda alta de gestantes, isso porque a cidade suzanense conta ainda com setor de risco (UTI Neonatal). “Os impactos que podemos sofrer com o fechamento temporário da maternidade mogiana é chegarmos ao limite também. Caso isso aconteça, acionaremos o Estado para redimensionar às pacientes para outras cidades, o que não pode é a população ficar desassistida, se Mogi chega ao limite, as gestantes de outras cidades eles mandam para cá, nós vamos atender, mas é um trabalho constante”, complementa.

Ele também afirma que as duas cidades tiveram um aumento na procura de internação por parte das gestantes, mas a demanda muda constantemente. Para se ter uma ideia, o número se modifica a cada 12 horas. “O número de atendimentos é alto e complexo porque Suzano atende alto risco, por isso, precisamos ter olhar diferenciado para a Maternidade suzanense”, afirma. Hoje a UTI Neonatal conta com nove leitos para bebês saudáveis, mais três reservados para casos complexos. Sendo que a maternidade pode atender até 40 grávidas, tendo a possibilidade de remanejamento de leitos.

UPA

O secretário também explicou que na última viagem feita a Brasília, ele esteve no setor de UPA, aonde detectou outra qualidade de financiamento para a unidade. “Talvez a gente se enquadre neste orçamento de custeio, é uma coisa menor, mas, viável para nós. Trabalhamos com esta ideia, é um repasse menor do custeio, mas permite colocar uma equipe menor, o que diminui nosso custo, mas temos que pensar que temos ainda um PS, e havia um projeto de UPA com um custo maior que o Pronto-Socorro, então ficou fora de estratégia para custeio”, comenta.

Guillaumon ainda frisa que a ideia da Prefeitura é ter unidades no Boa Vista, Centro e Palmeiras. Nos próximos dias: 13, 14 e 15 ele retorna a Capital do País, para representar os secretários municipais de saúde do Alto Tietê, e levará novamente o assunto a pauta. “Com estes novos custeios de UPA é possível termos esta unidade. O problema é que ela foi depreciada, não nos passaram uma obra que está para terminar. Mas teremos a UPA”.

Já os atendimentos descentralizados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no Boa Vista e em Palmeiras também devem entrar em funcionamento neste ano. “Vamos começar a investir nisso, não é de uma hora para outra, precisamos de uma unidade de atendimento com parte médica e ambulância, então, a adequação do Pronto-Atendimento (PA) de Palmeiras vai permitir isso”, pontua.