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Cidades

Tristeza com tragédia na Raul Brasil reflete em quedas de vendas no comércio

20 março 2019 - 08h32Por Daniel Marques - de Suzano
Os comerciantes de Suzano revelam o clima de tristeza na cidade. Eles afirmam que existe um baixo movimento nas lojas após o massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, ocorrido na última quarta-feira (13). Praticamente todos os comerciantes afirmam que o momento "não é para compras".
 
Nos dias que sucederam o fato, o número de compradores despencou. Segundo eles, massacre afastou as pessoas das lojas, que preferiram ficar em casa. Durante uma passeata na manhã desexta-feira, organizada por educadores, os lojistas mantiveram o silêncio durante a passagem do movimento.
 
Uma loja de eletrodomésticos, no centro, teve um déficit de aproximadamente 70 mil reais. A vendedora líder do estabelecimento afirmou que a loja "investiu pesado no marketing" e que "não está tendo retorno".
Rony Castro, 40, gerente de uma loja de roupas no Centro, conta que está tendo prejuízo com as vendas. Segundo ele, as outras filiais da loja já não tinham um bom movimento, e o caso na escola só afastou mais ainda os clientes. "Piorou depois da tragédia. É um problema geral, em todas as filiais. Mas aqui, especificamente, caiu muito nos últimos três dias."
 
A migração verão-inverno também está atrapalhando quem trabalha com roupas e calçados. Isso porque a procura por roupas do verão está baixa, e o inverno ainda não começou com força. Wagner Aparecido Gonçalves, 50, subgerente de uma loja de calçados, diz que "está fazendo liquidação", mas que "a tragédia derrubou as vendas". Rose Santos, 40, a gerente, diz que "o prejuízo está sendo de 20% a 30% por dia após o ataque."
 
Nem mesmo quem vende sorvete está tendo saída nesse calor. Miriam Flores, 32, vende sorvete italiano e, mesmo com as altas temperaturas, ela lamenta o baixo movimento. "Tem que aguardar baixar um pouco o susto. Está muito parado, parece fim de mês."
 
O gerente comercial da Associação Comercial e Empresarial de Suzano (ACE), Alvani Correia, afirma que "a previsão era de que o comércio crescesse, no geral, após o carnaval, mas que isso não aconteceu devido à tragédia". Ele conta que "os seguimentos de turismo, hotelaria e bebidas foram os que tiveram mais lucro. Um balanço com os números da semana do consumidor deve sair na próxima semana.

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