A vida não para. Lembro bem no tempo da pandemia tivemos sensações complexas. Muita gente pensando que tudo ia mesmo parar. Sei bem que tivemos de suspender muitas tarefas pelo Brasil. Mas, lembremos bem, se tivéssemos parado tudo o mundo teria nos derrubado no chão de modo contundente. Tínhamos de lutar no que passávamos. Um combate difícil, claro. Mas sem a nossa submissão, sem nossa desistência, pudemos mostrar a todos que sempre vamos enfrentar uma luta, difícil, demorada ou não. E fomos respeitados por todo o mundo. Sei bem, também, que depois muitos se recusaram a expor planos para enfrentar o “pós-pandemia”. Vi gente importante, não só empresários como governantes, imobilizados. Isso impacta, certamente. Tivemos gente até propondo atitudes negativas, infelizes, em relação à população que mais sofria frente ao mal que nos atacava de modo tão forte. Mesmo com os meus setenta e tantos anos não conseguia me imobilizar. Sentia que muitos liam o que escrevia. Isso me abria um espaço para repassar, transmitir algumas ideias positivas. Isso também levantava a moral de vários, que me transmitiam essa sensação. E para mim também, com certeza, levantava a moral, coisa que sempre vou manter.
Não sou um ilusionista que deseja inventar o não realizável. Isso seria apenas tolice. Temos de saber das nossas responsabilidades. Se somos influentes, de algum modo, temos de levantar a moral dos demais. Temos de tentar isso, sim!
Tivemos eleições, muito importantes, municipais, nos cantinhos em que vivemos, recanto muito importante. Sabemos das questões ideológicas, que tanto envolvem os cidadãos nacionais nos tempos atuais. Sabemos bem que isso eleva também muita gente despreparada, ou sem formação adequada, para os cargos que precisamos na gestão da administração pública com suas necessidades tão próximas a nós, a que logo padecemos sob seus efeitos. Mas desistir de visar algo melhor jamais. Todos nós sabemos que os três pontos, Educação, Saúde, Segurança, vão persistir nos afetando negativamente por um mais longo tempo ainda. Enquanto não atentarmos para a formação, em especial a continuada, permanente, dos agentes dessas três áreas, muito, por muito tempo teremos de lutar por tal futuro. Não vamos desistir, temos muito a fazer a nossa frente. O nosso SUS é um dos maiores e melhores sistemas de saúde do mundo. Os Estados Unidos nem chegam perto. Mas, temos ainda muito a fazer pela gente que tanto o necessita. Nossa Segurança de há muito sofre pela sua precariedade. E o crime organizado avança muito fortemente sobre todos nós. Há muito a ser feito sem visarmos só comando. E, enquanto n&atil de;o mudarmos a nossa Educação de modo positivo, nossa gente não vai poder, nem saber, escolher os governantes, que vão persistir brigando por lucros pessoais maiores, com grupos privilegiados para o mando, sem distribuição maior dos bens a se alcançar. Não desisto dessa luta, não podemos. Não vejo isso como ilusão. Mas sei que tudo nos indica que teremos de persistir na luta pelo Bem ainda maior, por mais tempo.
Verdade, a coisa caminha.
Cada crônica é sempre uma coisa nova que chega. Vez por outra tenho assuntos que me são propostos por amigos leitores. Desta vez alguns me pediram para comentar sobre as eleições americanas. Por favor me perdoem, não é um tema que me atrai agora. Seu resultado vai nos afetar diretamente, como ao mundo. Vamos contar que possamos vislumbrar um tanto de paz e tranquilidade a nossa frente. Esperança sempre.