Todos queremos a Felicidade, claro que sabemos. Mas esse desejo como seu processo de alcance é prolongado e, tantas vezes, lento, também o sabemos.
Ao estarmos comemorando o Dia do Psicólogo, esta semana, chamava-me a atenção o quanto estamos ainda deixando de lado nossa atenção ao equilíbrio, a saúde mental especialmente. Não é apenas um problema da criançada que está amarrada ao celular, à internet, e a tantos provocadores de sua adultização. Está cheio de gente que quer o domínio das crianças em seu proveito o mais terrível. Mas não só nesse interesse, sabemos o quanto os mais adultos tem relegado suas necessárias preocupações com a saúde. E, de fato, os mais idosos não se movem em atender a demanda que as autoridades de sa&uacut e;de chamam a esse cuidado necessário através da imprensa, destacadamente pela televisão.
Tenho me preocupado em ver amigos, de longa data, que não se encontram mais com ninguém. Não saem mais para eventos, festas, onde poderiam encontrar (“reencontrar”) gente para conversas. A solidão de tantos tem me preocupado muito. Tenho observado que isso tem abaixado a resistência de tantos a males que surgem tão poderosos sobre nós.
Como fiquei muitos meses sem praticar exercícios físicos, por razões de tratamento, padeço ainda do sedentarismo. Sei bem o quanto é complicado retomar as atividades dos exercícios. E isso não afeta somente as nossas condições físicas, destaco. Perdemos a capacidade de treinar e as condições do corpo ficam afetadas fortemente, como não entender? Mas, também não podemos fingir não sentir falta dessa capacidade, perdida. E nem ignorar a nossa necessidade de retomar as atividades esquecidas. Isso também afeta nossa consciência, nosso equilíbrio, nossa saúde mental, com certeza.
Faz muito sou ligado a cultura oriental, em especial a práticas da Índia e do Japão. Por anos pratiquei o Yoga e a Meditação e sei bem de todos os seus reflexos sobre nós. E esses dias, relendo textos antigos dessas culturas, fui levado a reflexões sobre o que buscamos em nosso interior.
E um autor questionava seus leitores sobre a felicidade, “você sente que quer a felicidade?” e ele mesmo identificava aí um instante complexo. Se esse é o meu desejo é porque não tenho a felicidade, estou afastado dela. É complicado isso chegar a nossa consciência? Sim, não é simples, não é fácil.
Quando você acorda, agradece a sua satisfação? Agradece seu equilíbrio? Então você, de fato, está no processo de vivencia da felicidade mesmo. Senão sente assim, então não vivencia a satisfação da felicidade.
Quando o caminho vai se fazendo diferente, quando está se dando conta disso, você não está se vendo feliz. E se a felicidade, está mesmo distante, nos deixa com a dor de estarmos desarmados, despreparados para o percurso adiante. Não se deixe entrar na ansiedade da consciência de não ser feliz. Passa a ser sofrimento.
Você tem de se dar conta que sente a alegria do que se exibe a sua volta. E mesmo desejando mais, mostre-se na luta por ampliar a satisfação do que busca adiante.
Não deixe a felicidade lhe escapar. Construa seu percurso com a alegria que é viver com gratidão. É a sua construção do Bem.