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Jornal Diário de Suzano - 13/06/2026
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Coluna

Proteger o Nosso Meio Ambiente

13 junho 2026 - 05h00

Acordei aí por umas seis horas. Fui olhar na janela. Um bom tanto de neblina lá fora. Seria indicativa de que teríamos sol durante o dia? Ali dentro do quarto o termômetro indicava 21º C. E a previsão para lá fora, na madrugada era de 9º C, um Outono com convite para Inverno. Suzano andando no tempo e no clima, como caminha o mundo hoje. Gente antiga me lembrava que quando morava no campo, quando moleques, sempre havia água congelada no lado de fora da casa, aqui em Suzano. Provavelmente já tivemos nossa porção de calor para este ano que corre. Como deixar de dar atenção às experiências que estamos passando com o clima nos impactando pelo nosso despreparo para tais condições que se nos oferecem de um dia para o outro? O que você, meu caro leitor, já fez nesse tema? Ou nunca lhe veio a ideia de agir na área?
Mas, vamos lá, ficar se reclamando não creio que seja o melhor percurso a fazer. Vamos nos perguntar, com o que estamos contribuindo para melhorar nossas condições efetivamente? Da minha parte plantei muitas árvores por esses últimos quarenta, cinquenta anos, durante todos os meses. Em especial no dia 6 de Junho, Dia do Meio Ambiente, que bate com o do falecimento da minha Mamãezinha. Depois de aposentado, nos últimos cinco anos, passei a plantar flores nessa data.
Sempre, desde garoto defendi a proteção ao meio ambiente. Na Europa em 1972, matriculado na Escola de Demografia de Paris, cursava a cadeira de Ecologia, certamente a primeira a ser instalada no mundo, nomenclatura que só passou a ser usada muito depois. Minha pretensão na época era me especializar em planejamento urbano. Aqui em Suzano, depois do meu retorno ao nosso País, participei da criação do COMDEMA, Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, com outros parceiros como o amigo-irmão Arnaldo Lincoln de Azevedo, há umas tantas décadas. Durante muito tempo expunha a ideia de plantar mais árvores pelas ruas da Cidade. Cheguei a oferecer um projeto com arvores plantadas em um e/ou dois lados das calçadas das ruas Francisco Glicério e Benjamin Constant. Alguns me cumprimentaram, outros contestaram. Se diminuir o espaço das calçadas dessas ruas, mais gente pode ser atropelada. Se alargar as calçadas vai diminuir o espaço de circulação de veículos, com a cidade se ampliando passaríamos a ter imensos problemas. De todo jeito temos de refletir sobre alternativas que podem nos ser possíveis. Mesmo plantando em outras ruas no entorno do Centro Histórico. Talvez no futuro tenhamos mesmo de proibir a circulação de veículos em umas tantas ruas. Planejemos estacionamentos elevados talvez. Sabemos que o comercio local só se amplia. Comunique, espalhe as suas ideias a respeito.
Por que não lançar um projeto solicitando propostas da população? Comecemos com as crianças. Com os estudantes de vários níveis. Com os profissionais, mesmo do Comércio, da Indústria, dos Serviços, da Educação e da Saúde.
Com mais verde na Cidade estaremos em melhor situação, certamente.