Já dá pra perceber que essa parte do Inverno chamada Outono anda nos dominando bem. E temos de ficar atentos a tudo que se nos oferece. Isso é parte da nossa Cultura em que não costumamos reconhecer, e até fingimos que não nos afeta, o que nos ofende a saúde e mais. Descuido ou desinformação?
Sempre fui de atentar para os aspectos culturais da nossa vida. E sempre busquei saber como isso nos atinge. E como podemos e devemos reagir. Minhas pós-graduações foram inicialmente na área de Linguística, uma ciência que se interessa pela manifestação que temos, que fazemos, com o uso das palavras nas nossas comunicações. Mas logo fui sentindo a necessidade de ampliar esse campo de abrangência dos meus interesses. E só o uso de palavras não é suficiente. Vamos nos dando conta de que temos outras formas de expressão além das palavras, como gestos, movimentos, sons e mais. Essas áreas são ampliadas pelo interesse científico alarga da Linguística para a Semiótica. Isso tudo hoje já foi ainda mais ampliado pela largura da agora chamada Semiótica das Culturas. Só para termos uma ideia de quão larga é a manifestação cultural.
Tive a felicidade de atuar por várias ocasiões em espaços e tempos diversos na área da Cultura, privada e pública, desde Professor na área, e também como gestor, sendo Diretor e Secretário Municipal de Cultura. E pude aprender quão complexo e largo é mesmo esse tema. Briguei por vários anos, na verdade, continuo lutando ainda, para, por exemplo, que se torne obrigatório o ensino nas escolas iniciais da História Local. A criança aprende a se identificar após reconhecer seus pais, irmãozinhos, priminhos, vizinhos. Depois ela vai alargando com os colegas de escola, os professores e mais. Localiza-se, assume os seus locais, a sua identidade. Se aprender a história da sua cidade ela vai alargando o entendimento do seu mundo. Vai se sentido pertencente a um local e a sua gente. E assim reduzimos os vândalos. Vai surgindo mais gente para proteger as nossas coisas, os nossos patrimônios. Vamos cada vez mais longe.
A nossa luta não se limita apenas a defesa do nosso patrimônio material, nossos prédios, nossas áreas, alargamos também pelas nossas coisas imateriais, ampliando a compreensão da área de domínio de informação e formação, com nossos dados históricos e culturais como nossa música, nossas expressões artísticas das mais amplas formas, nossos costumes, nossos jeitos de nos expressarmos.
Essa semana recebi a visita da Grande Mestra Cind Octaviano, Arquiteta Suzanense de muita importância e Membro dos Estudiosos Nacionais de Defesa do Patrimônio Cultural, atuante forte em nossa Cidade também, além de Doutoranda igualmente nesse interesse tão largo, com vitórias expressivas que temos todos de reconhecer como fundamentais. Ela tem a minha admiração e meu respeito pelo seu trabalho digno e belo. Tivemos, como sempre, belas conversas sobre Arte e Cultura, com minha mulher Historiadora, e minha filha, Professora de Artes e Artista Plástica. Um lindo encontro.
Viva a Cultura! Demos nos todos as mãos!


