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Jornal Diário de Suzano - 11/04/2026
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Coluna

Cinquenta mil orações respondidas

09 abril 2026 - 05h00

Oramos com a expectativa de que as nossas orações sejam atendidas por Deus. Mais do que expectativa, temos fé e certeza de que Deus responde às nossas orações. E não há por que duvidar. Algumas orações são respondidas imediatamente; outras, rapidamente; mas algumas são respondidas de forma processual. Pode acontecer também de Deus não nos responder como pedimos, porque aquilo que pedimos não será bom para nós. O "não" de Deus sempre tem uma razão. Jesus contou uma história para mostrar aos seus discípulos a necessidade que eles tinham de orar sempre e continuar perseverando em oração: "Havia numa cidade um juiz, homem muito mau, que fazia pouco caso de todos. Uma viúva daquela cidade vinha frequentemente suplicar justiça contra um homem que lhe havia causado prejuízos. O juiz não fez caso dela durante algum tempo, mas no fim ela o deixou nervoso: - "Eu não temo a Deus nem aos homens, disse ele consigo mesmo; porém, essa mulher está-me incomodando. Vou fazer com que ela receba justiça, pois estou cansado de suas queixas constantes!" Então, Jesus concluiu: - "Se até mesmo um juiz mau pode ser vencido pela insistência, vocês não acham que Deus sem falta fará justiça ao seu povo, que Lhe suplica dia e noite? Sim! Ele lhes responderá! Mas a questão fundamental é: - Quando Eu, o Messias, voltar, quantos que têm fé (e estão orando) encontrarei?" (Lucas 18:1-6) 
A Bíblia ensina que Deus é abençoador dos que O buscam. Ao contrário do juiz iníquo, Deus tem prazer em abençoar os seus filhos. Jesus afirmou: - "Continuem pedindo, que vocês receberão; continuem procurando, que vocês acharão; batam bastante que a porta se abrirá. Todo aquele que pede, recebe; todos os que procuram, encontram; e a porta se abre a todo aquele que bate". (Lucas 11:9-13) Sem dúvida, há recompensa para aqueles que perseveram em oração. George Müller na adolescência foi um fracasso, uma decepção, pois ninguém, nem mesmo seus familiares dariam um tostão furado pelo futuro dele. Era um garoto desobediente, dissoluto, rebelde, extraviado. Embriagava-se de tal maneira que, aos 14 anos (1819), no mesmo dia em que sua mãe jazia morta, ele andava perambulando bêbado em Halsberstadt, na Prússia. Mas, um dia, aquele adolescente transviado entregou a vida a Jesus, quando participava de um culto familiar na casa de um amigo. 
Depois de sua conversão, George Müller dedicou a sua vida inteiramente a Jesus. Deixou marcas profundas como demonstração da sua fé em obras sociais e pregação. Confiava totalmente no poder da oração. 
Dirigia um orfanato, cujo princípio era não revelar a ninguém, senão a Deus, as dificuldades internas. Certo dia, os órfãos sentaram-se à mesa para comer, mas os pratos estavam vazios, sem pão e sem leite. O líder estava calmamente dando graças pela alimentação que iam comer, mas que na verdade não tinham. George estava colocando em prática Hebreus 11:1 - "A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver". Mal terminada a oração ouviu-se alguém batendo à porta do refeitório. Um leiteiro vinha avisar que em frente ao orfanato a sua carroça acidentada, sem roda, não podia prosseguir e, assim, resolveu deixar todo o leite para o orfanato. Extremamente meticuloso, George Müller começou a anotar os pedidos que fazia em oração. Suas orações atendidas no curso da sua vida foram além de 50 mil. Cinquenta mil orações respondidas! E nós? Estamos perseverando em oração ou desistimos quando a resposta parece tardar? Oremos sempre, sem cessar, crendo que a resposta virá!